Há mais de 40 anos, as primeiras ligações diretas

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Conta a história que Dom Pedro II quase caiu para trás, quando, em 1876, colocou um aparelho estranho perto do ouvido e escutou uma voz humana. O imperador foi o primeiro brasileiro a testar o protótipo do que viraria o telefone.

Guardadas as devidas proporções e comparações, um século depois, Venâncio Aires também passou por ‘novidades’ relacionadas à telefonia. E uma grande ‘revolução’ aconteceu na década de 1970, quando as chamadas intermunicipais e interestaduais já não eram mais um luxo para poucos.

Em 9 de novembro de 1977, a capa da Folha do Mate estampou que Enfim, o DDD a funcionar – telefones automáticos foram ativados. Foi no dia anterior que, com essa ativação, Venâncio estava ligada com a Discagem Direta à Distância (DDD) com diversos municípios. Isso aconteceu na Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) local e contou com a participação de várias autoridades, que realizaram ligações para Porto Alegre e até para Brasília.

Ex-deputado Luiz Fernando Staub, hoje com 76 anos, foi um dos primeiros a fazer ligações diretas, o que foi registrado em edição da Folha do Mate (Foto: Divulgação)

Entre os usuários precursores da ‘nova tecnologia’ estava o ex-deputado estadual Luiz Fernando Staub. Na época, ele, que já tinha sido presidente da Câmara de Vereadores da cidade, presidia o Diretório Municipal da Arena. E foi a participação política que ele apontou como fundamental para a ativação do DDD. “Era algo que estava demorando e foi importante a influência política que tínhamos. Tinha uma relação próxima com o coronel Antônio Nunes e isso facilitou”, lembra.

Nunes era o então diretor–presidente da CRT e foi com ele que o ex-deputado trocou algumas palavras naquele fim de tarde de 8 de novembro de 1977, na ligação entre Venâncio e Porto Alegre. “Não lembro o que conversamos, mas, como ele era meu camarada, devo ter agradecido por ajudar no processo”, arrisca Staub, hoje com 76 anos.

DIFICULDADES
Fazer ligações para outros municípios era uma quase epopeia há algumas décadas. “Teve um tempo que o pessoal ia de carro até Santa Cruz, que já tinha um sistema um pouco mais ‘moderno’ para telefonar. Só que a viagem durava mais tempo, porque não tinha asfalto, a estrada era chão batido”, lembra Luiz Fernando Staub. Para o ex-deputado, a possibilidade de não ter que pedir mais a intermediação de ligações, facilitou, principalmente, a dinâmica da indústria, nas suas relações comerciais.

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