(Foto: AI JTI/Divulgação)

Em um cenário de crise e incertezas, a Japan Tobacco International (JTI) anuncia um grande investimento no Brasil. A multinacional japonesa do setor de tabaco e cigarro vai injetar cerca de R$ 75 milhões em sua fábrica de cigarros no município de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e trazer ao país o processo primário de fabricação de cigarros.

Atualmente, esse processo é feito na fábrica da JTI na Alemanha, mas a expectativa é que, em junho de 2021, ele já seja realizado no país. O investimento será para a compra e instalação do maquinário e irá criar dez novas vagas de trabalho – que se somam aos 100 colaboradores que já trabalham na fábrica.

“Com a chegada do processo primário, seremos a primeira operação da JTI a ter toda a cadeia do produto, desde a pesquisa até a venda ao consumidor. O primário era o elo que faltava na cadeia brasileira”, anuncia Flavio Goulart, Diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação, ressaltando que, em 2018, a companhia já havia realizado um investimento de R$ 85 milhões na região para a implementação de sua fábrica de cigarros.
As atividades de pesquisas no Centro Mundial de Desenvolvimento Agronômico, Extensão e Treinamento (ADET), passando pelo trabalho em campo, processamento de tabaco, manufatura, venda e distribuição de cigarros, geram cerca de 2 mil empregos diretos de Norte a Sul do Brasil.

Entre os benefícios do investimento da JTI no país estão a agilidade na produção de cigarros para atender às demandas internas e de exportação, maior utilização do tabaco nacional e redução significativa de custos de logística, pois o tabaco não precisa ser exportado para ser desfiado na Alemanha antes de retornar ao Brasil. “O investimento contribuirá não apenas para o apoio à agenda de negócios da empresa a longo prazo, mas também para o processo de recuperação da economia da região após este momento difícil que todos estão passando”, complementa Goulart.

O que é o processo primário na fabricação de cigarros

É a etapa que converte as folhas dos diferentes tipos de tabaco (Virgínia, Burley e Oriental) em misturas de tabaco desfiado de acordo com receitas específicas para a posterior fabricação dos cigarros. Isso envolve a umidificação do tabaco para manipulação, secagem para a produção final, ampliando certas partes e tostando outras.

Somente as maiores fábricas possuem primários completos fornecendo o “cut filler” (fumo desfiado) preparado, misturado e processado pronto para consumo no Processo Secundário – montagem e embalagem dos cigarros.

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