No inverno, cresce procura pelo alojamento temporário

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Um serviço que é oferecido desde governos passados, o alojamento temporário continua funcionando e cedendo acolhimento para pessoas em situação de rua de Venâncio Aires. Ademir Maciel é um dos monitores do Albergue Municipal. Ele e mais um colega, Milton Gilberto Back, revezam os dias para abertura, preparo de alimentos e supervisão dos usuários.

De acordo com Maciel, o número de usuários por noite é variado, já chegando a ter até nove pessoas em um pernoite. No entanto, o monitor garante que, com a proximidade dos dias e meses mais frios, no inverno, mais pessoas começam a procurar o local para passar a noite.

Maciel conta que assumiu, junto com o colega monitor, os cuidados do alojamento no primeiro dia do ano, junto com a nova Administração. Ele destaca que é importante que os interessados em fazer uso do local façam contato prévio com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para acompanhamento e, também, com a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Social para o controle da capacidade do abrigo.
“Já teve dias que chegaram pessoas fora do horário estabelecido, então entramos em contato com nossos superiores para analisar a possibilidade de receber essas pessoas também. Tentamos sempre abrir um exceção, não vamos deixar alguém desabrigado”, afirma Maciel. O monitor também complementa que, mesmo nestes casos, no dia seguinte orientam os usuários a procurar a secretaria, caso queiram voltar para dormir no local.
Maciel relata que durante o período que está à frete dos cuidados do alojamento já ouviu diversas histórias, vindas dos usuários que já passaram por lá. “A gratidão deles é o que prevalece. Nos renova e dá forças para seguir com esse trabalho”, destaca. Ele comenta que, na maioria dos casos, as pessoas de rua necessitam de ajuda para superar doenças e vícios.

Acompanhamento

Segundo a secretária de Habitação e Desenvolvimento Social, Claidir Kerkhoff, a pasta e Administração são responsáveis pelo local que atua na proteção de alta complexidade. O Creas também atua em conjunto para atender essas pessoas. A coordenadora do local, Viviane Mengue Pegoraro, relata que as pessoas acolhidas no alojamento têm também acompanhamento de profissionais e auxílio para conseguir documentação e um trabalho remunerado.

Viviane e Claidir reforçam a importância do abrigo para as pessoas em situação de rua. (Foto: Luana Schweikart)
Viviane e Claidir reforçam a importância do abrigo para as pessoas em situação de rua. (Foto: Luana Schweikart)

A pasta também oferece cursos para que essas pessoas consigam ter um aprendizado que possa oportunizar um emprego. Os usuários do local são aquelas em situação de rua, que não possuem moradia. Artistas de rua também usufruem do alojamento. “A idade das pessoas que utilizam o local varia, são jovens e também adultos”, comenta Viviane. O Creas faz também um trabalho para tentar reconquistar o vínculo daquele indivíduo com a sua família, quando possível. Em alguns dias, de acordo com Viviane, são recebidas pessoas até de outros municípios que estão de passagem pela Capital do Chimarrão.

  • R$ 11 mil é o custo do Albergue Municipal para os cobres públicos, todos os meses.

Incentivo e auxílio na busca por emprego

O monitor Ademir Maciel destaca que, desde março, cinco usuários do alojamento já conseguiram ser empregados com carteira assinada em empresas do município. “Sempre falamos para eles que quem quiser um emprego, vamos auxiliar. Encaminhamos a pessoa para fazer currículo no Sine e, a partir disso, muitas empresas chamam, principalmente as fumageiras e indústrias”, afirma.

Maciel brinca que o objetivo é não querer os usuários no local. “Queremos vê-los empregados, com salários dignos e sendo felizes”, completa. O combinado que os monitores e a secretaria mantêm com os usuários é de que, após conseguirem o emprego, podem permanecer no alojamento até receberem o primeiro pagamento, depois já terão condições de pagar um local para ficarem e darem a vaga para outra pessoa que esteja precisando.

“Não é só dar comida e cama, precisamos trabalhar com políticas públicas para inserir essas pessoas de volta na sociedade.”
CLAIDIR KERKHOFF
Secretária de Habitação e Desenvolvimento Social

Pernoite

• No alojamento as pessoas podem ficar para pernoite, ou seja, devem entrar no abrigo até as 20h (o local abre às 19h) e podem permanecer até as 7h do dia seguinte.
• É importante destacar que todas as pessoas que pretendem usar o alojamento devem primeiro entrar em contato com a secretaria.
• No local é oferecido um jantar e café da manhã, além da oportunidade de lavar as roupas e tomar banho.

Regras do alojamento

• É preciso ter cuidados com a higiene, como tomar banho.
• Não é permitido ingerir qualquer bebida alcoólica.
• Não é permitido alimentar vícios durante a estadia no local.
• E, no geral, ter bom convívio com os outros usuários, bem como respeitar as normas.

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