Para diminuir impactos em ruas centrais, projeto da rede de esgoto pode ser alterado

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O esgoto já coletado em Venâncio Aires é tratado junto à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), inaugurada no bairro Morsch em 2017. Para o material chegar até ela, tem sido necessário mexer na ligação de milhares de residências e em tubulações espalhadas pela cidade. Um trabalho inevitável, mas que ainda incomoda muita gente. As reclamações são sobre poeira, barro, buracos, desníveis, trechos bloqueados, sinalização e ‘remendos’ em ruas asfaltadas.

O objetivo, nos próximos meses, é evitar que parte dessas situações ocorra em duas das ruas mais movimentadas da cidade: a Osvaldo Aranha (a ‘principal’, de mão única) e a Júlio de Castilhos (mão dupla). Para isso, Prefeitura e Corsan buscam uma alternativa que minimize os problemas nos trechos. “Enviei um ofício ao superintendente regional da Corsan [José Epstein] e é possível que nos próximos dias tenhamos uma reunião sobre isso. Estamos tentando modificar o projeto, para que não haja tantos cortes e buracos nessas ruas”, destacou a secretária de Planejamento e Urbanismo, Ana Cláudia do Amaral Teixeira.

Segundo ela, uma alternativa para diminuir o impacto seria fazer intervenções nas laterais das ruas. “Sabemos que isso vem de recurso federal, precisaria autorização da Caixa, uma negociação demorada e que pode encarecer a obra. Mas vamos estudar com a Corsan.”

Embora não esteja descartada, a possibilidade de mexer apenas junto ao meio-fio da calçada é vista como pouco provável pelo gerente local da Corsan, Ilmor Dörr. “Mudaria o traçado, mas seria o dobro, o que pode encarecer muito.” Além disso, ele descartou intervenções pela calçada. “Muita gente pergunta sobre isso, mas não tem espaço, devido às redes e à profundidade.”

Caso não seja possível uma alternativa, a tendência é de que a Osvaldo e a Júlio também tenham intervenções como já vistas em outras ruas, com galerias profundas e aberturas de um lado ao outro nas vias. Ainda não há previsão de quando essas obras começam.

Fiscalização

Uma das maiores reclamações da população desde o início das obras foi a demora no recapeamento e os desníveis em alguns trechos. Ainda em 2019, a Prefeitura suspendeu, por três meses, novas aberturas em ruas enquanto pontos já em obras não fossem finalizados e ficassem com um acabamento, no mínimo, “aceitável.”

Em 2021, a secretária de Planejamento e Urbanismo, Ana Cláudia do Amaral Teixeira, destaca que a cobrança segue. “Fiscalizamos as obras diariamente, colhemos informações e o que não estiver de acordo, já é feito pedido para a correção. No início do ano foi reorganizado o cronograma, para garantir que o que for aberto não demore a ser pavimentado novamente.”

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