Ana Lúcia e Dallana com a boneca Zuri, peça representativa lançada neste ano pela entidade (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Amanhã, 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra, data que reforça a luta pela igualdade racial. A referência da data é em alusão a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes quilombolas do país. Em Venâncio Aires, desde 2011 a ONG Alphorria se destaca pela atuação no combate à desigualdade racial, com trabalho de pesquisa nas questões de raça e gênero.

Coordenadora da entidade, Ana Lúcia Landim ressalta que a ONG trabalha questões que são universais e já atravessou as fronteiras do país, através de seus ativistas e os trabalhos de pesquisa realizados. A atuação se dá por meio de músicos e colaboradores que queiram realizar um trabalho transformador de combate ao racismo e de valorização da cultura negra. “A ONG Alphorria tem caráter inter-racial, ou seja, agrega brancos e negros, por entender que combater o racismo deve ser um compromisso de toda a sociedade”, afirma.

Para a instituição, o Dia da Consciência Negra é de celebração da cultura negra e de refletir sobre novas estratégias de combate ao racismo. “Sobre situações que normalmente nos entristecem, mas ao mesmo tempo estimulam a lutar ainda mais. Sabemos que são muitos os desafios pela frente, especialmente no Brasil, onde a pandemia tem aprofundado ainda mais a desigualdade entre brancos e negros”, enfatiza.

Em 20 de novembro, a ONG tradicionalmente celebra o Alphorria Black Day. Na data, o grupo costuma se reunir reunir para reflexões sobre os avanços que conquistaram e estratégias que podem ser traçadas. “Temos um Grupo de Estudos, o GE Alphorria, que se reúne mensalmente e, no dia 7 de novembro, de forma virtual, como estamos realizando durante a pandemia, já traçamos algumas metas para 2021”, destaca.

BLACK DOLL
Em outubro deste ano, mês em que comemora aniversário da fundação, a entidade fez a apresentação da Alphorria Black Doll, com uma boneca chamada Zuri – o nome africano que significa felicidade. Com cabelo afro e cores representativas na vestimenta, a boneca é feita de amigurumi, uma técnica de crochê. A peça, confeccionada com exclusividade para a ONG Alphorria, transmite representatividade e poder. Foi confeccionada pela AMIS Artesanato e é comercializada por R$ 100. O lucro é utilizado para a manutenção da instituição. Interessados em adquirir a peça podem contatar pelo (51) 99663-8079 ou e-mail [email protected]

“Nosso trabalho não se resume ao mês de novembro, nem a um dia de celebração. Durante o ano todo são discutidas questões relacionadas a igualdade racial e justiça social, ações são colocadas em prática a políticas públicas são idealizadas.”
ANA LÚCIA LANDIM
Coordenadora da ONG Alphorria

Banda Alphorria na pandemia
Na pandemia de coronavírus, a ONG Alphorria realiza shows virtuais, com arrecadação de alimentos para a população mais vulnerável. A Banda Alphorria, que se apresenta com número reduzido de integrantes nesse período é composta pelos músicos Roger Landim (guitarrista) e Karina Landim (vocalista), de Venâncio Aires, também integram a banda os músicos Rodrigo Ipê (baterista), Samuel Santos (tecladista) e Juliano Ipê (baixista), do município de Santa Cruz do Sul.

O repertório, com ênfase na música negra, mescla músicas nacionais e internacionais, sempre levando mensagem de resistência e esperança. Entre outros nomes da música, a banda apresenta Cartola, Tim Maia, Gilberto Gil, Elza Soares, Alcione, Sandra de Sá e Vanessa da Mata. “A Banda Alphorria é um braço da instituição e, além de difundir a arte, arrecada fundos para a entidade. Arte também é ocupar espaços”, destaca Ana Lúcia.

Nesta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, será divulgada a música Stand by me, que foi apresentada na última live da banda.

Banda Alphorria realizou shows virtuais durante a pandemia (Foto: Divulgação)

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