ndústria é o setor que mais movimenta as vagas de trabalho em Venâncio Aires (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Venâncio Aires terminou 2019 com um saldo positivo de 140 postos de trabalho. Ao longo de todo o ano passado, foram 11.522 demissões e 11.662 admissões. As informações estão no relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira, 24.

Costumeiramente, o município registra a maior parte das contratações no primeiro semestre, no auge do beneficiamento do tabaco nas indústrias. O saldo foi positivo até maio, sendo que o mês que mais contratou foi fevereiro – 1.568.

Com a diminuição do serviço, começam as demissões e 2019 registrou, a partir de junho, saldo negativo em todos os meses (veja box). No ano passado foi agosto – 1.544 – seguindo a tendência da maioria dos encerramentos de contratos nas tabacaleiras.

DEZEMBRO

Além dos números totais, o relatório de ontem também informou sobre o último mês do ano. De acordo com o Caged, em dezembro Venâncio teve 343 admissões e 847 demissões – saldo negativo de 504. O número supera em 200 vagas o mesmo período de 2018, quando foram 304 desligamentos.

A maior parte das demissões no mês passado está relacionada à indústria da transformação – 292. Serviços (-192), construção civil (-20) e agropecuária (-5) também tiveram mais demissões que contratações. De positivo, dezembro somou no setor do comércio, com 5 postos a mais.

Na comparação com dezembro de 2018, Venâncio criou 44 vagas (de 96 para 140).

Na década, o município fechou com saldo positivo na maioria das temporadas. As exceções foram 2015 e 2016. Nos últimos 10 anos, o ano com mais postos criados foi 2010 – saldo de 1.133.

                           

País cresce 21% em relação a 2018

O Brasil registrou a criação de 644 mil vagas de emprego formal no ano passado, 21,63% a mais que o registrado em 2018. O número resulta da diferença entre as contratações, que totalizaram 16.197.094 no último ano, e as demissões – 15.553.015 pessoas.

Esse foi o segundo ano seguido de geração de vagas formais e também o melhor resultado desde 2013 – quando foram criados 1,117 milhão de empregos com carteira assinada.

Para 2020, a expectativa do Ministério da Economia é de que a geração de empregos se aproxime de 1 milhão de vagas formais, se a economia crescer 3%.

No Rio Grande do Sul, o número de empregos gerados chegou a 20,4 mil em 2019.

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