Vítima de chacina, a pequena Sarah tinha parentes em Venâncio Aires

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Estamos muito tristes com isso tudo. Assim o empresário Adriano Mees, morador de Vila Palanque, resumiu a dor que enlutou a sua família por conta da chacina praticada na creche Aquarela, no município de Saudades (SC), na manhã da terça-feira, 4.

Mees é primo em segundo grau da mãe da jovem Sarah Luíza Mahle Sehn, 1 anos e sete meses, uma das vítimas. “A Cláudia é minha prima segunda, mas mantínhamos contato. O bisavô dela é irmão da minha mãe, dona Noêmia Mees”, explicou.

As notícias da chacina, que vitimaram outras duas crianças, uma funcionária e uma professora – uma criança de 1 ano e 8 meses – foi ferida com os golpes de adaga, mas se recupera na UTI -, foram repassadas à família de Mees através de mensagens de WhatsApp enviadas por um tio da pequena Sarah.

No primeiro áudio ele cita o ataque, mas pede calma aos familiares, pois ainda não se tinha informações sobre vítimas. No decorrer do dia novas informações foram repassadas, até que houve a confirmação de que a pequena Sarah estava entre as vítimas.

Parentesco

O bisavô da pequena Sarah nasceu em Linha Herval. “Ele se chamava Mário Dresch e foi morar em Saudades há uns 60 anos. Mas nossas famílias se visitavam duas vezes por ano, até antes da pandemia. Agora, nossos contatos eram feitos pelas redes sociais”, revelou Mees.

O empresário mencionou que também há parentes da menina que moram em Vila Sampaio. “São da família Mahle”. O corpo da pequena Sarah e das outras vítimas foram sepultados ontem pela manhã, em uma cerimônia coletiva, no cemitério da cidade de cerca de 9 mil habitantes.

Golpes de adaga

O autor da chacina é um rapaz de 18 anos. Armado com uma adaga, ele invadiu a creche por motivos ainda não esclarecidos e passou a golpear as vítimas. Além das três crianças, todas com menos de 2 anos de idade, morreram uma funcionária, de 20 anos, e uma professora, de 30 anos.

Depois do crime, o rapaz de 18 anos atentou contra a própria vida, mas não morreu. Seu estado de saúde é crítico, mas ele segue em recuperação. Por causa da comoção dos moradores de Saudades e municípios vizinhos, ele foi transferido para outro hospital.

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