Proprietários cuidam dos detalhes para tornar o cenário encantador (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

A vida no campo foi uma escolha do casal Sérgio e Cláudia Müller. Há 18 anos, com os três filhos pequenos, compraram uma propriedade em Linha 17 de Junho. Na época, os 5,6 hectares eram ocupados por muito mato, banhado e uma pequena casa sem pintura e reboco.

Com o passar do tempo, o brejo deu lugar a árvores frutíferas, plantação de milho e locais para abrigar os animais. O que era pra ser a casa de veraneio da família, se tornou um lar, e há cerca de dois meses, também abre as portas aos visitantes, por meio do projeto Bergamoteando de Inverno.

Cláudia conta que eles decidiram fixar residência no interior depois de 11 anos morando na rua Jacob Becker, bairro Aviação, em Venâncio Aires. “Eu andava muito para baixo, depressiva, resolvemos mudar, e não me arrependo, sou muito feliz aqui”, relata.

Ao contrário de Sérgio, que já tinha morado no campo e cujos pais e avós eram colonos em Linha Boa Esperança, interior de Cruzeiro do Sul, Cláudia tinha vivido somente na cidade até então. “Mas sempre gostei de mexer na terra e da natureza”.

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Quando se mudaram, os filhos do casal Luís Henrique, hoje com 25 anos, Vítor, 19, e Angélica, 28, ainda eram crianças. Aos poucos, a família foi fazendo melhorias no local. Além das árvores frutíferas, plantam milho para comercialização, cultivam aipim e batata-doce e criam porcos e gado para consumo próprio. A criação de galinhas também faz parte da rotina da família, para a produção de ovos.

Além disso, um açude logo na entrada da propriedade fornece peixes para a família. “Compramos pouca coisa fora, produzimos muito do que comemos aqui”, conta Cláudia.

Estufa com suculentas de vários tipos é diferencial da propriedade (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate

ENCANTO

Um cenário encantador é encontrado nos fundos da casa onde a família mora. Do lado de um riacho, foi construída uma estrutura com mesas, geladeira, pia e churrasqueira, formando um espaço de lazer. “Reaproveitamos muita coisa e tudo foi feito pelos ‘guris’”, conta, referindo-se aos filhos.

Cláudia diz que a vida no campo é muito trabalhosa, mas extremamente compensadora. “Eu adoro viver aqui, é um silêncio, uma paz que não se tem na cidade”, diz. Sérgio é cabeleireiro e atende duas vezes na semana na cidade. Devido a um problema cardíaco em que precisou passar por uma cirurgia, precisa tomar alguns cuidados. Devido a uma lesão na coluna, Cláudia não pode ficar muito tempo na mesma posição. “Fazemos todo o serviço aos poucos”, explica.

SUCULENTAS SÃO O DIFERENCIAL 

Um espaço ao lado da casa da família abriga o ‘xodó’ de Cláudia. Suculentas de diversos tipos estão expostas em recipientes separados. “O problema é que com a geada perdi algumas, as folhas secaram”, lamenta. Também houve perda da produção de pimenta que, além do tempero da comida, utiliza para fazer geleia. Ela já fez diversos terrários, compra sementes diferentes pela internet e a intenção é estudar mais sobre pimentas nucleares.

Outra atividade de Cláudia é o artesanato. Ela trabalha com costura, guirlandas e personagens de tecido. Na Páscoa, enfeitou toda a propriedade para receber os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Léo João Frölich. “Eles ficaram encantados, fizemos um túnel e montamos a toca do coelho”.

CONHEÇA A PROPRIEDADE

A propriedade de Sérgio e Cláudia Müller, em Linha 17 de Junho, integra o projeto Bergamoteando de Inverno. Todos os sábados e domingos, das 13h às 17h, até 11 de agosto, a família recebe visitantes para vivenciar um pouco da vida no interior. Distância do centro da cidade: 6,2 quilômetros.

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