Edson Schwendler participa pela segunda vez da Expointer (Foto: Edemar Etges/Folha do Mate)

Talvez nem fosse a pretensão de Armando Schwendler quando, décadas atrás, começou a trabalhar com apicultura em Linha Olavo Bilac, interior de Venâncio Aires. Mas, o serviço da família cresceu e melhorou tanto que, em 2019, capitaneado pelo neto Edson, foi eleito o melhor mel gaúcho.

A conquista veio na noite de quinta-feira, 29, durante a 42ª Expointer, que ocorre em Esteio. A Casa de Mel Schwendler faturou o primeiro lugar no 8º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, promovido pelo Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF).
Mas estar no pódio não foi uma novidade já que, em 2018, quando os Schwendler participaram pela primeira vez da Expointer, o mel deles ficou em terceiro. “Ano passado eu sabia que não tinha mel para ficar em primeiro, para ser o ‘top’. Mas daí já comecei a ver o que era necessário melhorar, tanto no sabor quanto na apresentação”, explica Edson Ricardo Schwendler, integrante da Associação de Apicultores de Venâncio Aires (AVA).

Na conquista deste ano, o prêmio veio com um mel colhido na primavera, à base de flor de frutíferas e uva Japão. “É um sabor diferenciado, mais suave e um dos favoritos dos clientes, assim como o mel multiflores”, destaca o apicultor.

Enquanto a agroindústria venâncio-airense ficou em primeiro, o segundo lugar foi para a Apis Gramado e o terceiro para o Apiário Padre Assis, de Santiago. No total, 22 agroindústrias de mel participam da Expointer, mas 15 concorreram ao prêmio.

AVALIAÇÃO

Os Schwendler seguem na Expointer até este domingo, 1º, quando a feira encerra. Mesmo assim, Edson antecipa que as vendas ficarão aquém de 2018. Segundo ele, dois fatores contribuíram para isso e um deles é o aumento no número de expositores. Ano passado eram 11 agroindústrias, a metade dos participantes da feira atual. “Mesmo que tudo seja mais dividido, no total não dará a venda do ano passado.”

Nesse sentido, o apicultor explica que as vendas gerais estão abaixo. “Não só pelo atraso no pagamento dos servidores públicos, mas no geral o pessoal está sem dinheiro, daí não gira. Isso não é exclusividade do mel, outros produtos também não tiveram grande saída.”
Mesmo com a venda menor, Schwendler diz que tem motivos para comemorar. “Estamos em uma feira internacional, que nos dá divulgação e proporciona muita troca de conhecimento. Sem falar nesse prêmio, que é um grande reconhecimento e todos os contatos que vêm depois. A procura vai aumentar, com certeza.”

PRODUÇÃO

  • Como agroindústria familiar, a Casa de Mel Schwendler, existe desde 2006. Além do Edson, trabalham na produção a esposa Gislane e os pais dele, Laurindo e Dulce.
  • Em 2018, a família colheu, por colmeia, 26 quilos. A média poderia ser maior, mas o clima não foi favorável.
  • Neste ano, durante a Expoagro Afubra, a família começou a vender o mel também em bisnagas, apostando, principalmente, na praticidade da embalagem.

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