A equipe percorreu cerca de dois quilômetros, pelo curso da água, demarcando os pontos e contabilizando os peixes mortos (Foto: Carin Gomes/Semma/Divulgação)

No início desta semana, após o recebimento de uma denúncia anônima, a equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) realizou uma vistoria em Vila Terezinha, no arroio conhecido como ‘São Miguel’.

No local foi constatada a mortandade de cerca de dois mil peixes. Dentre as espécies identificadas estão o Lambari (Astyanax sp.), Cascudo (Hypostomus sp.), Jundiá (Rhamdia sp.) e Carute (Geophagus brasiliensis). A secretaria iniciou um processo de apuração da responsabilidade administrativa ambiental pelo dano e, de acordo com as evidências registradas até o momento, a mortandade possivelmente foi causada pelo lançamento de agrotóxicos no curso da água.

De acordo com os fiscais da Semma, foram colhidos relatos de diversos moradores da região com o intuito de esclarecer os fatos. Além disso, os moradores foram alertados sobre o perigo do contato com a água. Em um dos depoimentos, um produtor expôs que uma de suas novilhas encontra-se doente desde sexta-feira e que acredita que a enfermidade tenha sido causada pelo consumo de água contaminada.

A equipe percorreu cerca de dois quilômetros, pelo curso da água, demarcando os pontos e contabilizando os peixes mortos. Também foram coletadas amostras da água e dos peixes. Conforme o Secretário da pasta, Engenheiro Agrônomo Clóvis Schwertner, “o manejo adequado dos agrotóxicos, desde a aplicação até a destinação final das embalagens, é de fundamental importância e deve ser observado por todos os produtores, pois podem causar impactos de grandes proporções ao meio ambiente. E quando falo em Meio Ambiente, falo da própria saúde dos seres humanos, assim como dos animais e das plantas. O impacto varia de acordo com o tipo de substância ou princípio ativo, podendo causar a morte de espécies de peixes e de plantas aquáticas. Portanto, o ideal é que os produtores procurem os órgãos competentes, como a Emater e a Secretaria de Desenvolvimento Rural, para solicitar orientações quanto ao controle adequado de pragas”.

Deixe um comentário

Digite seu comentário
Digite seu nome