À noite, animais chegam perto da porta da casa da família. (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Animais de estimação são comuns nas residências de grande parte da população. Gatos, cachorros e peixes são os mais comuns. Na casa da gestora do Sesc, Diane Lacerda Araujo, 38 anos, além de cachorros e peixes, alguns sapos vivem pelo local. Ela conta que desde a infância aprendeu a cuidar e respeitar os animais e, ao contrário da maioria das pessoas, gosta muito de sapos.

Já faz um tempo que percebeu a presença de sapos na casa onde mora no bairro Leopoldina. “Na região já ouvia faz tempo, mas neste ano começaram a ficar mais próximos. Só me assusto se surgir de algum lugar inesperado que eu não os veja. Mas geralmente estão quietos esperando insetos”, afirma.

Ela conta que são três sapos que vivem pelo pátio, sendo que dois deles toda noite ficam mais próximos da porta de casa. Além disso, tem um lagarto que circula entre pela vizinhança. “Tenho medo de cobras e baratas, mas sapos não me incomodam, eu acho fofo”, garante. Inclusive, a mascote da família convive em harmonia com os anfíbios. “Eu tenho uma cachorrinha que lida superbem com eles no pátio, sem problemas”.

Quando se mudou para Venâncio Aires com a família, Diane foi morar na casa que ainda não era murada. Ela conta que tinha muitos terrenos baldios na redondeza e se ouvia os barulhos dos sapos, pererecas e sapos. “Como a gente morava em Porto Alegre, para mim, esses ruídos dos bichinhos são um privilégio”, diz.

No pátio, a família montou uma pequena fonte com filtro e peixes ornamentais que é onde normalmente os sapos ficam. “Eles adotaram como casa e convivem superbem”.

CUIDADOS COM O CURURU

O aparecimento de sapos cururus em ambientes urbanos é muito comum. De acordo com o biólogo Mateus Pellanda, esta espécie sobrevive afastada da água, desde que esteja em lugares frescos e úmidos. “É indicado que o sapo esteja em uma área de, no mínimo, cinco metros quadrados, para poder se alimentar e sobreviver naquele ambiente”, afirma.

Pellanda também recomenda que as pessoas, principalmente as crianças, devem evitar de pegar o sapo na mão. “Esta espécie possui glândulas de veneno, com protuberâncias compridas na lateral da cabeça. Se houver contato no local, o cururu pode espirrar uma secreção que pode gerar contaminação e, em contato com os olhos, pode trazer sérios problemas de visão”, alerta.

Além disso, o biólogo afirma que o contato direto com o sapo também pode gerar outras doenças. “Os animais que vivem no chão possuem vermes, que podem ser transmitidos, principalmente às crianças que, quando contaminadas, podem levar as mãos sujas à boca”, considera.

Conforme o profissional, o cururu é um anfíbio anuro (que perdem a cauda na fase adulta, como as rãs e pererecas) carnívoro e se alimenta de animais invertebrados. “O sapo come larvas, aranhas, besouros e mosquitos. As pessoas não devem alimentá-los com produtos industrializados”, explica.

*Com participação de Taiane Kussler

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