O casal Valmor da Rosa e Sandra Wagner reside no bairro Leopoldina há 16 anos. Antes de conhecer a esposa, Rosa já residia na região desde o nascimento, há 45 anos. Ele atua na CTA Continental e é proprietário de empresa de transporte de caminhão. Além disso, presidente a comunidade Nossa Senhora Aparecida de Herval Mirim. Sandra viveu a infância e adolescência em Vila Santa Emília e é diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais desde 2008. Eles foram festeiros da Festa de São Sebastião Mártir em 2015.

Foto: Carolina Schmidt / Folha do MateValmor e Sandra residem no bairro Leopoldina
Valmor e Sandra residem no bairro Leopoldina

O que mudou no Acesso ao longo dos anos?Valmor– Sou um dos primeiros moradores do acesso. Eu nasci dois meses antes de colocarem o asfalto. Lembro bem da minha infância, visitávamos muito os vizinhos. Com o tempo, foi mudando o acesso, chegaram as empresas grandes e foi construído o parque do chimarrão. Isso me marcou muito, lembro do início das obras. Eu tenho orgulho de morar até hoje no acesso.

Sandra – O que mudou desde que moro com meu esposo lá é o crescimento para o lado dos loteamentos. Antes não tinha muitos moradores, mas a venda dos terrenos trouxe mais pessoas ao longo dos anos. O comércio ganhou força também, pois chegaram as empresas que ficam às margens do acesso.

Como são os vizinhos?Valmor – São pessoas boas. Conhecemos todos, porque a maioria é antiga. Como sou presidente da comunidade, sempre fizemos eventos e festas.

Sandra – é muito bom morar no acesso e temos boa vizinhaça.

O que poderia melhorar?Sandra – Tinha épocas em que o asfalta estava muito ruim, mas já melhorou muito. Naquele tempo dava muitos acidentes. A colocação de quebra molas diminuiu as ocorrências. Acredito que as pessoas estão se conscientizando que aqui não é lugar de alta velocidade. Antes também tinham os rachas, mas isso também parou. O único problema é o lixo que é deixado na frente do parque nos finais de semana quando os jovens se reúnem. Há garrafas, sacolas. Não sou contra o fato deles se divertirem, mas a sujeira deixada é um ponto negativo. Eles precisam ter mais cuidado e consciência com o nosso parque.

Há algum fato marcante no bairro?Valmor – Os acidentes constantes que havia anos atrás marcou muito. Principalmente, nos anos 90. Sempre quando acontecia algo ouvíamos os estouros das colisões. Presenciando essas coisas, vejo que não somos nada e que tudo pode acabar em um instante.

Sandra – No dia do incêndio da Boate Kiss, estávamos em casa e ouvimos um estouro no trevo. Era um casal de amigos que havia falecido no acidente. Foi muito triste.

Como você atua no sindicato que fica no bairro União, como foi a evolução do bairro, Sandra?Sandra – Cresceu muito, principalmente, o comércio. Eu acredito que o sindicato tenha contribuído para isso. Os nossos associados sempre nos dão apoio e visamos atender bem eles e os clientes. Aqui também temos banco, posto de gasolina, o supermercado Lenz que também conta com restaurante, oficinas e lojas. O único problema é a enchente. Desde que estou no sindicato, a entidade foi atingida duas vezes. Já perdemos documentos, tivemos os carros atingidos. Essa foi a maior de todas, no ano passado. Agora ficamos em alerta e levantamos os móveis quando é necessário.

Qual a mensagem que deixam para os leitores?Sandra e Valmor – As pessoas deveriam ser mais unidas, viverem em família, com mais religião e em comunidade. é preciso ter fé em Deus. Com mais união e amor, as coisas seriam bem melhores.