Momento da assinatura do decreto de Situação de Emergência pelo prefeito Giovane Wickert. (Foto - Edemar Etges/Folha do Mate)

Laudo técnico elaborado pelo escritório municipal da Emater/RS-Ascar aponta que os prejuízos decorrentes da estiagem somam R$ 41.322.322,50 em Venâncio Aires. O diagnóstico das perdas foi apresentado pelo chefe do escritório municipal, Vicente João Fin, e é relativo ao período compreendido entre os dias 5 e 31 de dezembro de 2019.

Os altos valores de perdas nas principais culturas de verão e, ainda, a falta de água para consumo humano e de animais, fez com que, na tarde desta segunda-feira, 6, o prefeito Giovane Wickert, assinasse o decreto nº 6.856, que declara em situação anormal, caracterizada como ‘Situação de Emergência’, nas áreas rurais do município, afetadas pela estiagem. O documento será encaminhado à Defesa Civil do Estado e para o Governo Federal para homologação.

A assinatura ocorreu na sala de reuniões anexa ao Gabinete do Prefeito. O chefe do Executivo, Giovane Wickert, lembrou que a municipalidade vem trabalhando no decreto desde o dia 27 de dezembro, reconhecendo as dificuldades enfrentadas por causa da estiagem. Wickert lembrou que principalmente no mês de outubro foi verificado o excesso de chuva, que já prejudicava a agricultura, e agora, está ocorrendo o contrário.

O excesso de chuva e agora a falta, segundo Wickert, vão impactar diretamente na economia do município e pelo estado afora. “Percebemos que alguns municípios também estão trabalhando nesta lógica. Venâncio Aires tem sido protagonista, tem se destacado pelo grupo de trabalho de fazer o dever o quanto antes, mas de forma que ele possa, de fato, ser cadastrado dentro dos órgãos governamentais do Estado e da União. Por isso, alguns dias trabalhamos em cima disso, porque precisa estar tudo dentro dos conformes”, salientou. Wickert acrescentou que é nas pequenas propriedades que o município enfrenta as maiores dificuldades e precisa superar momentos como este, na questão do equilíbrio, não somente social, mas econômico.

Destacou o trabalho das diversas entidades na elaboração do diagnóstico e levantamento das perdas, para que, reconhecido pelo Estado, o Município possa estar enquadrado se o Governo do Estado tiver alguma política voltada ou com o apoio do Governo Federal, para socorrer os produtores rurais. “Por isso, foram alguns dias de trabalho para que os dados realmente sejam técnicos e não somente dados superficiais”, frisou.

SAIBA MAIS

  • As culturas consideradas no diagnóstico, apresentam-se distribuídas para o todo geral do município em maior ou menor grau, sendo maiores nas encostas e área com a presença de pedras.
  • Em algumas propriedades não há disponibilidade de água para consumo humano e para animais. atividades animais – bovinos de corte e de leite houve redução na produção de alimentos afetando a produção, de dezembro e implicará na produção de janeiro (período de 50 dias). Para pastagem, considerou-se a necessidade de replantio de 120 hectares.
  • Nas perdas quantificadas são as consideradas irreversíveis, ou seja, estão instaladas e abrangem mais de 1.780 famílias.
  • Segundo Fin, culturas como a soja e o arroz ainda não possuem perdas devido aos estágios. Porém, a soja está sob estresse hídrico e muitas reboleiras com baixo dossel de plantas e ainda, existe um percentual elevado de lavouras por ser implantado. No arroz, o nível dos arroios responsáveis pelo fornecimento de água, estão entrando em nível crítico, podendo faltar água para repor nos quadros caso não normalize. As perdas do tabaco somam-se aqui as já existentes das chuvas intensas no inicio do desenvolvimento.
  • Até o momento, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural atendeu 30 pedidos de serviços de máquina para limpeza de açudes para captação de água para os animais.
  • O número de cargas de água tratada para consumo humano até o fim da tarde ontem somava 70.

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