As dificuldades para a manutenção das estradas de chão batido podem estar com os dias contados. Um produto químico importado promete maior durabilidade na pista e poderá ser testado em Venâncio Aires. Entretanto, os custos para a aplicação do sistema ainda é o desafio da Prefeitura. Para avaliar a qualidade da proposta, visitas a cidades de região foram realizadas.

A iniciativa de encontrar soluções para garantir maior durabilidade e menos poeira nas estradas sem pavimentação é trabalhada desde o ano passado. Com outras prefeituras adotando alternativas, inicialmente, os mutirões de serviços foi a medida encontrada para realizar em mais trechos de estradas, melhorias mais duradouras.

Agora um produto tem chamado atenção dos gestores municipais, especialmente pela diminuição da manutenção de vias. Conhecido como Con-Aid, em forma de líquido químico, e desenvolvido na áfrica do Sul, o produto inicialmente foi criado para aplicação em pistas de pouso, com base de terra, em pequenos aeroportos no interior do continente africano.

A solução já está sendo aplicada em vias vicinais no interior de Santa Maria e em Santa Cruz do Sul. O secretário-geral de governo de Venâncio Aires, Tiago Quintana, foi conhecer o método e estima que um teste deverá ser realizado no município. O teste poderá ser realizado na rua Augusto Silveira de Morais, conhecida popularmente como ‘Corredor dos Gauer’.

“Uma amostra do solo será avaliada para averiguar a quantidade de produto e se é adequado para receber a melhoria. Pensamos em realizar um teste no Corredor dos Gauer, que possui dois quilômetros de extensão, e se ficar com uma boa compactação poderá ser utilizada para desviar o fluxo de caminhões que hoje circulam pelo centro da cidade,” explica Quintana.

INVESTIMENTO

Atualmente o custo por galão do produto é de R$ 32 mil, cada unidade garante aplicação em 1,4 quilômetros de estrada. O sistema de estabilização de solos pode garantir até quatro anos de vias em boas condições, sem a necessidade de manutenção mensal. “Se os testes forem feitos e garantirem o resultado esperado poderemos ampliar a utilização deste sistema. Porém, com os custos elevados e a falta de orçamento teremos que buscar alternativas,” argumenta.

Se o resultado dos testes derem resultado efetivo, o Município projeta aplicar em outras áreas, em especial nas estradas gerais, para diminuir a manutenção e ampliar as melhorias em vias secundárias. Atualmente são necessários patrolamento das ruas do interior mensalmente, em períodos de muita chuva as reformas precisam ocorrer de forma mais seguida.

APLICAçãO

O produto age no solo expulsando as partículas de água tornando o solo coeso. Para que as reações químicas funcionem adequadamente, o solo precisa ter uma porcentagem mínima de argila. é ela quem dá a liga e faz com que a terra forme blocos. Isto evita a criação de buracos e lama e também o desprendimento de poeira do solo. Para garantir o produto funcione corretamente, em alumas áreas podem ser misturadas à terra de 8 a 15 centímetros de argila. Segundo técnicos da empresa que comercializa o produto, os agentes químicos não agridem o meio ambiente.

Se os testes derem certo e houver orçamento, a prefeitura pretende aplicar este produto em outras estradas “problemáticas” do interior do município.