A jovem técnica agrícola Andressa Richter participa das feiras agroecológicas do grupo O Eco da Vida (Foto: Rosana Wessling/Folha do Mate)

Uma ampla variedade de produtos, entre eles frutas, verduras, embutidos, schimier, melados, pães e bolachas. São tantas opções que é difícil citar todas na reportagem, mas o que se sabe é que o ‘gostinho’ do interior está presente nas feirinhas que ocorrem toda semana no Centro e nos bairros de Venâncio Aires.

Produtos fresquinhos, artesanais e uma busca por qualidade de vida, estes são os principais atrativos para quem frequenta as feiras. A dona de casa Liane Nunes, 61 anos, moradora do Centro, sai especialmente de sua residência para adquirir produtos naturais na feira da Cooperativa dos Produtores de Venâncio Aires (Cooprova), que ocorre nos fundos do prédio da Prefeitura, nas terças-feiras, quartas-feiras e sábados pela manhã e sextas-feiras à tarde.

Ela conta que sempre opta por produtos frescos e gosta de fazer geleias, por isso as frutas são sempre uma grande pedida. “Lá em casa optamos por produtos naturais e frescos, temos uma alimentação bem saudável”, destaca.

A funcionária pública, Jaqueline Rippel, 35 anos, reforça a importância do cartão Vale-Feira oferecido pela Prefeitura. “Eu acho muito acessível ter essa feira durante a semana aqui no Centro. Compro verduras, saladas, frutas e ovos.”

Jaqueline, que é moradora de Santa Clara do Sul, comenta que o incentivo do Vale-Feira é muito importante para inserir qualidade de vida na mesa do consumidor e funcionário público. “Quando o vale acaba, a gente volta para comprar com o dinheiro mesmo, porque é outra coisa ter estes produtos frescos.”

Jaqueline compra muitos produtos com o Vale-Feira disponibilizado pela Prefeitura
(Foto: Rosana Wessling/Folha do Mate)

Um dos feirantes, Carlos Henrique Frey destaca a importância do espaço para comercializar os produtos. Antes, a família Frey, de Linha Cecília, também fazia aos sábados a feira no bairro Morsch. “Hoje concentramos tudo aqui na Cooprova, a estrutura é boa e é no Centro. Sem contar que o Vale-Feira é um incentivo para a gente que vende os produtos”, diz Frey, que ainda acrescenta que mais de 50% das vendas são via Vale-Feira.

R$ 25 é o valor mensal do Vale-Feira, disponibilizado pela Prefeitura aos servidores públicos municipais.

ORGÂNICOS

  • Além da feira da Cooprova, outras duas movimentam a cidade. Todas as quartas-feiras e sábados pela manhã, o grupo O Eco da Vida, liderado por seis famílias, promove a feirinha de orgânicos no ginásio da Comunidade Católica Santa Rita de Cássia, no bairro Gressler.
  • Destas famílias, alguns jovens também participam. É o caso de Andressa Rafaela Richter, 21 anos. Ela comenta que, infelizmente, os jovens estão saindo do interior e, com isso, o grupo acaba ficando sempre com os mesmos integrantes. “Mas a gente não desiste da luta. Fazemos nossa parte.”
  • São mais de 50 variedades oferecidas na ‘safra’, entre elas schmier, mel, açúcar mascavo, melado, hortifrutigranjeiros, hortaliças folhosas, hortaliças tuberosas, culturas anuais e frutas. “Não tem preço que pague a gente poder trazer um alimento saudável para as pessoas. É gratificante. Estamos fazendo nossa parte com o meio ambiente e com a alimentação das pessoas”, resume a jovem produtora rural.

Sindicato Rural disponibiliza o pavilhão para os produtores

Nas segundas sextas-feiras do mês, o Sindicato Rural disponibiliza o pavilhão ao lado da entidade, localizado na rua 1º de Março, número 1.208, para os feirantes venderem seus produtos. A assessora jurídica do Sindicato Rural, Isabel Oestreich, frisa que o espaço das feiras é gratuito e qualquer interessado pode participar. “É um espaço aberto e nós, do sindicato, fizemos essa estrutura especialmente para eles. Muitos começaram aqui e o negócio foi crescendo, é uma verdadeira vitrine”, compara.

Além dos produtos coloniais, as feiras no sindicato também contam com artesanato. Uma das artesãs é Andréia Kaufmann, 33 anos, de Linha Cerro dos Bois. “É uma grande oportunidade para mostrar nosso trabalho e, além disso, é motivador participar das feiras”, comenta a artesã, que também atua como diarista e massagista. Há 12 anos no ramo, ela confecciona brincos, colares, acessórios para cabelos, chaveiros e latas. Andréia também faz essências com chás naturais e anti-ácaros.

Andréia trabalha com o artesanato nas horas vagas há mais de 12 anos (Foto: Rosana Wessling/Folha do Mate)

Muitos dos consumidores que frequentam a feira são pessoas com origem do interior e que hoje moram na cidade. É o caso de Almira Sulzbacher, 74 anos, moradora do Centro. Ela e a doméstica Nilza Marques frequentam as feiras do município toda semana. “Gosto muito de garantir os produtos fresquinhos. Já morei no interior e, assim, a gente mata a saudade”, brinca Almira. A feira do Sindicato Rural retornou às atividades na última sexta-feira, 14.

Almira e Nilza garantiram seus produtos fresquinhos na feira (Foto: Rosana Wessling/Folha do Mate)

Saiba mais

Feira do Sindicato Rural

• Quando: Toda a segunda sexta-feira do mês

• Onde: 1º de Março, 1.208, ao lado da clínica Imagem

• Horário: Das 7h30min às 15h, sem fechar ao meio-dia

• Produtos comercializados: Schimier, açúcar mascavo, melado, linguiça, salamito, vassouras de palha artesanais, hortifrutigranjeiros, flores, conservas, folhagens e artesanatos

Feira Agroecológica do Grupo “O Eco da Vida”

• Quando: Todas quartas-feiras e sábados

• Onde: Armando Ruschel, no ginásio da Comunidade Católica Santa Rita de Cássia

• Horário: Das 7h às 12h

• Produtos comercializados: Schimier, mel, açúcar mascavo, melado, hortifrutigranjeiros, hortaliças folhosas, hortaliças tuberosas, culturas anuais e frutas

Feira da Cooprova

• Quando: Terça-feira, quarta-feira e sábado pela manhã e sexta-feira à tarde

• Onde: Na rua Tiradentes, nos fundos da Prefeitura

• Horário: Terças, quartas e sábados, das 7h às 11h30min, e sexta, das 15h às18h30min

• Produtos comercializados: Schimier, açúcar mascavo, melado, hortifrutigranjeiros, mel, conservas, embutidos, peixe e o feijão da Cooprova

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