Galeria Santa Apolônia foi construída na década de 70 para abrigar consultórios odontológicos (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Quando o prédio da Galeria Santa Apolônia foi construído, na década de 70, o local era rodeado por terrenos baldios. Ele foi um dos primeiros imóveis comerciais naquele quarteirão da rua, já que a maioria das lojas se concentrava próximo a onde hoje fica a Prefeitura de Venâncio Aires.

O prédio foi construído pelos cirurgiões-dentistas Guido Reckziegel e Gleno Scherer. Reckziegel lembra que, na época, havia apenas o prédio do Banco do Brasil na redondeza. A construção foi projetada para alocar salas para consultórios odontológicos na parte de baixo e um segundo andar com apartamentos para moradia.

Nos 10 primeiros anos, os profissionais atendiam no local, além de outros dentistas e protéticos que utilizavam o espaço. “Depois o Gleno vendeu toda a parte dele porque foi embora de Venâncio e eu fiquei com uma sala que está alugada”, diz.
Hoje, o prédio é ocupado por três lojas comerciais, academia, estúdio de dança, salão de beleza, escritório de advocacia e consultórios de psicologia e terapia. A psicóloga Priscila Schonarth atende desde maio no espaço, que avalia positivamente por conta da localização centralizada.

“Há pouco tempo reformamos o espaço, era tudo muito antigo”, diz. A proprietária das salas é a mãe dela, Elaine Schonarth, que atende há mais de 20 anos no local. Ela é terapeuta e utiliza mais de uma sala para os atendimentos. “Já tiveram outros profissionais que atenderam na galeria, sempre foi bem diversificado”, comenta Priscila.

CURIOSIDADE

O nome Santa Apolônia foi escolhido por ela ser considerada a Padroeira dos Dentistas. Quando foi construído, além dos apartamentos residenciais, profissionais da área odontológica atendiam no local. Relatos que constam no site Cruz Terra Santa dão conta que Apolônia viveu no tempo do império romano por volta do ano 249. Ela foi obrigada a renunciar a sua fé cristã pelas forças do império.

Em meio às grandes torturas que sofreu sem negar sua fé, Santa Apolônia teve seus dentes arrancados por pedras afiadas. Mesmo com dor, ela não renunciou à fé em Jesus Cristo. Ao ver sua firmeza na fé, os carrascos quebraram sua face com pancadas. Depois de sua morte, seus dentes foram recolhidos e levados para vários mosteiros. Existe um dente e um pedaço de sua mandíbula no Mosteiro de Santa Apolônia em Florença, Itália.

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