Foto: Carlos Dickow/Folha do Mate

Ao que tudo indica, a maior parte dos problemas de obstrução do arroio Castelhano começará a ser resolvida na próxima semana. Em conjunto, as pastas de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente coordenam ações no trecho do manancial que está tomado de galhos, areia e lixo, na localidade de Linha Grão-Pará. O ‘gargalo’ fica distante 300 metros, em linha reta, da ponte sobre o Castelhano, na RSC-453, e a pouco menos de dois quilômetros da estrada geral de Linha Grão-Pará, bem perto de onde ficava o campo de futebol do bairro Battisti.

A Prefeitura encaminha a locação de uma draga, máquina que tem um ‘braço’ comprido e que fará a limpeza do arroio. Conforme o secretário de Desenvolvimento Rural, André Kaufmann, é possível que a draga chegue a Venâncio Aires na segunda-feira, 17, para em seguida dar início aos trabalhos no local. “É uma máquina contratada de uma empresa, que vai ficar em um lado do arroio e puxar a sujeira”, esclarece ele, que foi ao ponto obstruído, com a reportagem da Folha do Mate, nessa terla-feira, 11. Já é possível ver que a água está ‘correndo’, coisa que há pouco tempo não acontecia. “Precisamos fazer uma limpeza inicial, para que a máquina maior possa acessar a margem do Castelhano. Não tenho dúvidas de que a situação vai se normalizar”, afirma.

Trecho do arroio Castelhano ainda está bastante obstruído, mas situação já é melhor do que há alguns meses (Foto: Carlos Dickow/Folha do Mate)

CEMITÉRIO E SANGA

No trajeto que leva à beira do arroio, chama atenção o cemitério de árvores que se formou em razão do represamento de água, especialmente no período de chuvas intensas, em outubro do ano passado. Também fica claro o ‘desvio’ que o Castelhano fez no ponto sem vazão, uma espécie de barriga que saiu do curso normal.

“Como a água não passava, acabou saindo do leito e formando um desvio. Dá para dizer que temos uma sanga ao lado do arroio”, comenta Kaufmann, lembrando que o nível da água neste local já está baixando e que a sanga deve sumir a partir do trabalho de desassoreamento. “Tem bastante coisa para fazer, mas o Castelhano é prioridade máxima neste momento e vamos dar uma resposta à nossa comunidade”, diz o secretário.

Local onde se formou uma ‘barriga’, pois a água saiu do leito do arroio (Foto: Carlos Dickow/Folha do Mate)
Um cemitério de árvores chama atenção no acesso às margens do arroio (Foto: Carlos Dickow/Folha do Mate)

NÚMEROS 

  • A distância do Castelhano, medida pelo curso do manancial, que passará pelo desassoreamento é 300 metros.
  • O valor que será investido, pela Prefeitura de Venâncio Aires, para a contratação da máquina para dragagem é R$ 25 mil.

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