Selita recorda com carinho as lembranças de tudo que viveu na casa onde vive (Foto: Cassiane Rodrigues/Folha do Mate)

Quando Selita Anilla Nagel, 84 anos, foi morar na rua General Osório, a estrada ainda era de chão batido e os espaços onde há estabelecimentos comerciais na redondeza eram casas de moradia. Além disso, ainda se tinha muito campo e plantações na redondeza.

A única coisa que não mudou com o passar dos anos foi a realização e felicidade de Selita por ter escolhido a rua do bairro Aviação para viver. “Eu adoro morar aqui, sempre me dei bem com os vizinhos”, conta.

Ela morava com os pais e irmãos em Linha Arroio Grande e se mudou para a cidade em 1953, quando casou com Otilo Nagel, falecido recentemente, aos 88 anos. Ele tinha vindo de Monte Alverne para Venâncio Aires um ano antes, quando comprou em sociedade com o irmão os terrenos do quarteirão onde fica a casa da família, em frente ao posto Fórmula. Na época, a casa era um antigo salão de baile. Com o tempo, o casal foi fazendo melhorias no lar, sem cogitar trocar de endereço.

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COMÉRCIO

Logo após o casamento, Selita e Otilo abriram um estabelecimento comercial do lado da casa onde viviam. No local, chamado antigamente de ‘venda’, era possível comprar lenha e demais utensílios domésticos e alimentícios.

Foi na casa onde ainda vive que o casal criou os filhos Araci, 65 anos; Flávio, 63; e Liane, 58. O local também é motivo de recordação da infância dos netos André, Luís Henrique, Francine, Mateus e Beatriz com as brincadeiras junto com os avós.

Selita recorda que as casas eram todas de madeira e ainda existiam muitas plantações onde hoje está lotado de residências de tijolos. Em 1956, foi construído o posto de combustíveis em frente à residência da família, o que aumentou o movimento de veículos do local. “Já tinha movimentação antes porque bem em frente à nossa casa tinha uma parada de ônibus onde desciam os passageiros vindos do interior”, recorda.

Quando a filha mais nova do casal foi estudar Nutrição em São Leopoldo, Otilo e Selita perceberam que o orçamento da família ficaria comprometido e seria necessário fazer algo a mais. Foi então que ela começou a fazer cucas para vender, atividade que exerceu por 16 anos. “Vendia para os mercados, chegava a assar 60 cucas de sexta para sábado”, diz.

RAÍZES

Selita não cogita ir morar em outro local. Foi na casa onde mora em que foi escrita toda a história do casal. Orgulhosa, conta que eles ‘casaram’ por quatro vezes. Em 2003, comemoraram Bodas de Ouro, com a renovação dos votos na Comunidade Evangélica.

Dez anos depois, renovaram novamente a união quando completaram 60 anos de casamento. O casal subiu ao altar pela última vez no ano passado, ao completar 65 anos de enlace matrimonial. “Quando ele faleceu muita gente disse que essa casa é muito grande só pra mim. Só que essa é minha casa, vivi sempre aqui e não vou sair

1 comentário

  1. Nossa,linda história de vida.!
    É uma mulher realizada e feliz.
    Morre feliz.
    Deus abençoe, e muitos anos de vida ainda com seus amados filhos e netos.
    Felicidades sempre.!.♡..

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