A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira, 15, o Projeto de Lei que insere o nome do escritor Machado de Assis no Livro dos Heróis da Pátria, mantido no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.

Segundo justificou o autor do projeto, o deputado federal Carlos Bezerra, “inquestionavelmente, o nome de Joaquim Maria Machado de Assis é referência ímpar na história da cultura brasileira, considerado por muitos críticos literários a maior expressão das letras nacionais”.

Machado de Assis é autor de clássicos da literatura brasileira, como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1982) e Dom Casmurro (1900), O escritor também foi um dos fundadores e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, além de ter atuado como tipógrafo, revisor e funcionário público.

Jovita

A inscrição do nome de Antonia Alves Feitosa, conhecida como Jovita Alves Feitosa, neste mesmo livro também foi aprovada pela CE nesta terça-feira. A homenagem foi viabilizada pelo projeto 122/2013 e se justifica pelo fato de Jovita ter sido voluntária nas tropas brasileiras durante a Guerra do Paraguai.

Jovita teve de se disfarçar de homem para se alistar e, ainda que sua identidade tenha sido descoberta, insistiu em ir para o campo de batalha como combatente, e não como auxiliar de enfermagem. No entanto, o então ministro da Guerra, Visconde de Cairu, acabou impedindo sua ida à frente de combate.

Ao comentar o projeto, o senador Cristovam Buarque disse ter ficado feliz com a inclusão do nome de Jovita no Livro dos Heróis da Pátria. Já a senadora Ana Amélia destacou homenagem similar já feita à memória de Anna Nery, enfermeira que atuou na Guerra do Paraguai, e de Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos.

Os dois projetos seguem agora para votação no Plenário do Senado. Se os textos aprovados pela Câmara forem mantidos, seguirão direto à sanção presidencial.