Laiza é a cultivadora mais jovem do Núcleo de Orquidófilos de Venâncio Aires, que abrange também Mato Leitão e Passo do Sobrado (Foto: Eduarda Wenzel/Folha do Mate)

O colorido das flores sempre chamou atenção de Laiza Marieli Schorr, 18 anos, que participa do Núcleo de Orquidófilos de Venâncio Aires, Mato Leitão e Passo do Sobrado (Nova). Desde criança, a menina participa de exposições, encontros e palestras sobre o assunto. Em casa, tem mais de 500 plantas, que são cuidadas na estufa ou estão espalhadas pelo pátio.

A paixão por orquídeas se dá pelo incentivo da mãe, Flávia Schorr, 46 anos, que desde jovem também as cultiva. “Ela nasceu no meio das orquídeas”, brinca Flávia. A jovem acompanhava os pais em reuniões do Nova e sempre ajudou em exposições. “Lembro que, quando tinha dia de avaliação em uma exposição, eu ia junto, pois precisam de mais pessoas e ainda levava algumas amigas para ajudar”, conta Laiza.

Ela ganhou uma orquídea de presente quando tinha 12 anos, e isso a marcou. “Foi a primeira que era minha e não da família.” Hoje, já está na rotina ajudar no cultivo da flor símbolo de Mato Leitão. “Temos que molhar algumas, deixar as plantas mais expostas, outras menos, e adubar. É como uma criança que cuidamos”, explica.

Nas exposições, a jovem gosta de organizar tudo e de olhar as plantas dos outros cultivadores. “A melhor parte é ver as pessoas se encantando com as orquídeas.”

Além de toda beleza que a flor oferece, Laiza cometa que o Nova possibilita muitas amizades. “Criamos vínculos, conhecemos lugares e pessoas.” Também considera que as reuniões são fundamentais para trocar experiências. “Levamos as plantas no dia do encontro mensal e ali avaliamos e nos ajudamos”, compartilha.

A moradora de Linha Conceição pretende seguir os passos da família, que cria vacas leiteiras, e dar continuidade ao trabalho rural. Da mesma forma, ressalta a importância de manter as tradições, como a do cultivo de orquídeas. “Muitos jovens não querem continuar por aqui ou aprender a cuidar das orquídeas. Porém essas são nossas culturas, devemos cultivar, pois não seria legal uma cidade sem o símbolo.”

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