Na segunda e terça, não foram vistos trabalhadores na obra (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

A reforma da Praça Coronel Thomaz Pereira, conhecida como Praça da Matriz ou Católica, está suspensa. Essa paralisação ocorre, de maneira prática, desde segunda-feira, 24, quando a empresa Dettenborn & Cia, responsável pela execução do projeto, decidiu interromper as obras.

O motivo da suspensão é o não pagamento por nenhuma das etapas feitas desde dezembro de 2018, quando iniciou a obra. Atualmente, a empresa está na quinta fase do projeto e diz que ‘aguentou’ até onde foi possível. “Até agora não foi liberado nada, estamos aguardando. Decidimos suspender essa semana. Mas, assim que houver um indicativo, voltaremos normalmente”, garantiu o proprietário Fabiano Dettenborn.

O empresário destacou que nos últimos tempos as obras foram mantidas, ainda que em ritmo reduzido. “Pensamos também na questão humana, porque o venâncio-airense merece ter uma praça bonita e pronta. Isso não é uma guerra e entendemos o lado da Prefeitura, que também depende da liberação da Caixa. Mas, por enquanto, paralisamos por uma questão de saúde financeira.”

Conforme Fabiano Dettenborn, até o momento é a empresa quem bancou os gastos com materiais de construção e mão de obra.

AGUARDO

Assim como a Dettenborn & Cia aguarda o pagamento das partes executadas até então, a Prefeitura também vive uma espera. Segundo o engenheiro civil da Secretaria de Planejamento e Urbanismo, Cássio dos Santos, já foram encaminhados os documentos necessários. “A Caixa Federal tem um tempo para cumprir esses trâmites e é isso que estamos esperando.”

A obra está orçada em R$ 303 mil e a previsão original do projeto indica conclusão para setembro. Conforme Fabiano Dettenborn, a empresa é responsável pela construção dos muros, do banheiro e de todo o calçamento dentro da praça.

IMPASSE

O imbróglio entre Caixa, Prefeitura e Dettenborn & Cia teve origem em uma outra obra: a da Praça Henrique Bender, terminada ainda em 2017. Embora a reforma da Praça Evangélica tenha sido feita por outra empresa, o custeio dela foi viabilizado pela mesma emenda parlamentar de R$ 500 mil da deputada federal Maria do Rosário (PT).

Conforme reportagem no último dia 18, isso acabou ‘prejudicando’ o pagamento da obra na Praça Católica. “A empresa [da Evangélica] estava querendo cobrar um valor e nós entendíamos que era outro, por isso a Caixa trancou o pagamento”, explicou o prefeito Giovane Wickert.

Ainda na semana passada, a Prefeitura confirmou que foi efetuado o pagamento judicial à empresa responsável pela obra na Praça Evangélica. Com isso, prestou contas do depósito à Caixa e aguarda a liberação dos valores à Dettenborn & Cia.

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