Patrolando, de Venâncio para o mundo

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Um garoto audacioso, que através da sua ousadia e simpatia conquistou seu espaço e reconhecimento em renomados meios de comunicação do estado gaúcho. Luis Henrique Thomaz da Silva, que procura estar sempre antenado nas notícias de Venâncio Aires, nasceu no Hospital São Sebastião Mártir (HSSM) e é chamado de Ico desde criança. Passou sua infância e adolescência nas ruas do município andando de skate e bicicleta. “Me diverti muito nos carnavais de Venâncio. Na Capital Nacional do Chimarrão, tenho meus amigos, familiares e lembranças de namoros”, compartilha.

O venâncio-airense, filho de Pedro Antônio (falecido) e Schirley da Silva, estudou no Colégio Nossa Senhora Aparecida (hoje Bom Jesus), Gaspar Silveira Martins e Mauá, em Santa Cruz do Sul. Se formou em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC), em Porto Alegre. Iniciou sua carreira na TV Pampa, como estagiário, e passou pela TVE, Rádio Pop Rock, Rádio Ipanema e Rádio Atlântida, chegando ao programa Patrola, veiculado aos sábados pela RBSTV e onde ficou conhecido como Ico Thomaz.

Atualmente está na Rádio Cidade, do Grupo RBS. “Se Deus permitir, quero voos mais altos”, almeja.

FOLHA DO MATE: Quem foram seus pais?ICO THOMAZ: Meu pai foi um médico exemplar na cidade e minha mãe uma guerreira, ao ficar viúva com quatro filhos pequenos.

FM: Quando surgiu a vontade de fazer Jornalismo?IT: Por ser um menino curioso e gostar de informação, mas foi minha mãe, que, ao me ver  manejar um filmadora, disse: Jornalismo.

FM: Antes de entrar na faculdade, tinha o hábito de ler ou de acompanhar as notícias?IT: Sempre gostei de ler e hoje leio mais ainda. Uns dois livros por mês. Quem despertou meu gosto pela leitura foi minha mãe, dona Schirley, e meu professor de Português no Aparecida, professor Butzge (José Balduíno Butzge), um mestre realmente. Sempre gostei de notícias, no meu carro, 30% música e 70% notícias. Me informo muito pela internet, mas livros, jornais e revistas têm que ser no papel, adoro ler e folhear as páginas.

FM: Por que resolveu fazer na PUC?IT: Por ser conceituada em Jornalismo. Passei em décimo lugar, me orgulhei.

FM: Como se virou em Porto Alegre?IT: Como qualquer estudante, pegando ônibus errado, comendo massas instantâneas com creme de leite e trazendo muita roupa suja final de semana para casa. às vezes, minhas mães (tenho duas, a dona Schirley e a Tereza) iam para lá e passava bem melhor, nada como comidinha caseira.

FM: E a família?IT: Vinha quase todo final de semana e matava a saudade.

FM: Como foi parar no Patrola?IT: Fiz um teste com mais dez pessoas. Na hora fiquei nervoso, mas, pensei: eles também devem estar. Então me acalmei. Fui bem e conquistei a vaga.

FM: Você fez muitas viagens através do programa.Tem alguma que mais te marcou e você gostaria de compartilhar?IT: Foi uma matéria na Amazônia. Fiquei impressionado com a miscigenação cultural. Nosso país é muito grande, é demais. A festa do Boi Bumbá, recomendo.

FM: E os bastidores?IT: Qualquer televisão é uma fogueira de vaidades. Nunca fui diferente ou dei bola para isso, mas tem muitas pessoas que não são o que aparentam ser.

FM: Também contatou muitas celebridades. Chegou a entrevistar algum ídolo? Como foi?IT: Quando você trabalha com futebol, perde o encanto de torcer, você trabalha com aquilo, não é mais somente diversão. Quando trabalha com entretenimento, se acostuma com celebridades. Entrevistei vários, mas pensava em fazer uma boa matéria, nunca em pedir autógrafo ou algo parecido. Mas lembro que fiquei bem emocionado no início da carreira. Foi quando entrevistei o Tim Maia. A Ivete Sangalo é um amor, sempre me trata pelo nome e lembra das coisas.

FM: Um momento que, se te falarem do Patrola, o que  vai lembrar?IT: Do momento que informaram que eu havia passado no teste. Que entrei pelo meu talento e e pelo meu esforço. Não entrei pela porta dos fundos ou por ser amigo ou puxa-saco de alguém.

FM: Porque saiu do Patrola?IT: Não iria ficar fazendo o Patrola para o resto da vida, tudo tem seu tempo. Já fiz minha parte com carinho e orgulho pelo programa.

FM: O Patrola te abriu muitas portas, não é? Por consequência disso, tem projetos para o futuro?IT: Sim, estou falando isso pela primeira vez na imprensa. Tenho um sonho antigo de estudar e morar um tempo no exterior. Quero estudar e me reciclar por lá. Mas vou mandar vídeos com reportagens especiais de onde estiver. Na volta, outros novos projetos. Conto depois, por enquanto é segredo.

FM: O Patrola já teve algumas mudanças de apresentadores, isso tem um porquê? Ou são os apresentadores que decidem inovar na sua vida profissional?IT: Cada um sabe sua hora, suas necessidades e sonhos.

FM: Como está sendo trabalhar na Rádio Cidade?IT: Muito legal, a Rádio Cidade é minha casa, as pessoas lá são maravilhosas, ótimos profissionais e do bem. O Mauri Grando e o Adriano Moraes são uns pais para mim, foi muito difícil informar essa decisão de morar no exterior para eles, uma pena ter que abandonar. Curtam aí a Rádio Cidade, gente: 92.1 FM, a rádio que contagia.

FM: Como funciona seu programa?IT: O programa é de segunda-feira a sexta-feira ao meio-dia. é uma revista, falamos de notícias, piadas e muita informação.

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