Há pouco mais de 15 dias para as eleições, o período traz movimento para as estabelecimentos que atuam no setor de comunicação visual em Venâncio Aires. Proprietário de uma empresa, Ezequiel Reckziegel, diz que ficou surpreso com o grande volume de serviços. Como já teve experiência na área, pois acompanhou o pai que é proprietário de uma gráfica,  não teve dificuldades.

Conta com profissionais na equipe que dão suporte para garantir a entrega do serviço nos prazos determinados. “Esta mudança de hábito na divulgação com muitos serviços passando do gráfico e da serigrafia para o digital, certamente chamou atenção de todas as empresas do ramo digital, pois o volume foi além das expectativas, principalmente adesivos e banner, para coligações e candidatos dos mais diversos municípios do Estado”, enfatiza Ezequiel, que tem a empresa desde o início do ano.

Observa que mais de 1.500 placas já foram entregues. Conforme explica, ainda existem pedidos pendentes, que deve ultrapassar o número de 2.000 painéis.

O pai do jovem, Astor Reckziegel, trabalha com campanhas políticas no setor há 40 anos. A gráfica, da qual é proprietário, já tem 38 anos, e tem uma extensão na cidade de Gravataí. Pai e filho realizam trabalhos em conjunto.

Segundo ele, a empresa  em todas as eleições prepara-se com antecedência para as campanhas políticas. Afirma que, uma das coisas mais frequentes nesta época, é a falta de papel e o aumento dos preços de insumos.

Em questão de números, diz que a gráfica opera, em período de campanha política, com praticamente toda sua capacidade.  Ainda lembra que as gráficas faturam muito com as campanhas políticas, mas também é visível a participação da imagem visual da impressão digital.

Em relação a valores, explicam Astor e Ezequiel, na gráfica se consegue um faturamento extra de aproximadamente 30% na época das campanhas, enquanto que na empresa de comunicação, chega a 80%. Estimam que os serviços já estejam estabilizados.

“Tanto na gráfica como na digital trabalha-se  agora apenas para alguns reforços, além dos serviços pendentes que já foram programados pelas coligações e candidatos. E isso deve perdurar até o final da campanha”, observam.

Astor ainda lembra que houve uma evolução no setor, pelo fato de haver a diversificação, e o início da impressão digital e internet. “Havia tempo que os candidatos se comunicavam com os eleitores somente através dos folhetos políticos”, recorda.  “O máximo a que se chegava, além dos santinhos, eram algumas faixas, pintadas manualmente”.

O gerente de produção e sócio de outra empresa da área, Claudiomir Giovanaz, lembra que desde a semana passada houve uma diminuição do movimento em comparação ao início dos trabalhos de eleição.  “O pessoal aguarda ainda para o fim da campanha”.

Ele que trabalha há 16 anos na área lembra que a empresa realiza serviços como as lonas para as placas, adesivação de veículos e banners. A maior procura, segundo ele, são pelas lonas.

Nesta época, também ressalta que há um aumento no faturamento, assim como no trabalho. “Se trabalha fora de hora e dá um giro a mais de caixa”. Outras empresas contatadas preferiram não se manifestar.