InDeal: ressarcimento só depois do processo

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Comunicado divulgado pela Procuradoria da República do Rio Grande do Sul revela que os valores bloqueados da InDeal, por determinação da Justiça Federal, são insuficientes para ressarcimento de investidores. E esta não é a única má notícia para quem empregou recursos na empresa. Informação disponibilizada pelo órgão oficial é de que a devolução de valores será realizada somente depois do encerramento do processo.

Em Venâncio Aires, de acordo com a Receita Federal, a InDeal arrecadou R$ 7.826.131,57. Não há informações oficiais, no entanto, sobre o número de pessoas prejudicadas. Duas ocorrências foram registradas na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Os negócios da empresa foram encerrados em todo o Brasil no fim de maio deste ano, depois de uma investigação deflagrada pela Polícia Federal – batizada de Egypto, em uma relação dos negócios com esquemas conhecidos como pirâmide financeira.

No esquema, os golpistas atraíam as vítimas e prometiam retorno de 15% de lucro sobre o valor investido. Eles alegavam que a quantia seria colocada em criptomoedas. A empresa está sendo denunciada pelos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação penal que investiga a atuação da InDeal é pública. Ou seja, qualquer cidadão pode ter acesso aos autos e acompanhar o processo.

LEIA MAIS: Feita a segunda denúncia contra a InDeal, na DPPA de Venâncio

FIQUE POR DENTRO

  • Oficialmente, a InDeal, com sede em Novo Hamburgo e composta por cinco sócios, captou mais de R$ 1 bilhão de investidores em pouco mais de um ano, em 823 cidades do Brasil.
  • No Rio Grande do Sul foram 288 municípios. Em um ano, segundo declarações de delegados da PF, R$ 300 milhões sumiram das contas que seriam do dinheiro dos investidores.
  • Durante as investigações, foi descoberto que os sócios adquiriram imóveis, veículos e joias, com valores muito acima da condição social que possuíam.
  • Por um apartamento em Florianópolis, por exemplo, pagaram R$ 6,5 milhões. Foram apreendidos 36 veículos de luxo, com valores de compra que variam entre R$ 100 e R$ 500 mil. Além dos cinco sócios, outras pessoas foram presas.

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