Polícia quer saber onde vão parar o cobre e os outros metais furtados em Venâncio Aires

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Não é de hoje que ladrões furtam fios de cobre, peças de alumínio, de latão, hidrômetros e outras mercadorias de pequeno valor. Alguns até se arriscam invadindo propriedades particulares, subindo em prédios ou entrando em cemitérios. Mas qual a utilidade destes objetos, quem furta, quem está por trás da receptação e qual o destino?

Quem busca estas respostas são os agentes da Polícia Civil e as patrulhas da Brigada Militar. “Além de identificar os furtadores, que praticamente não ficam presos, o trabalho da polícia é o de descobrir os receptadores que integram esta cadeia criminosa”, menciona o delegado Vinícius Lourenço de Assunção.

Em partes, o titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) se refere ao fato da Brigada Militar prender suspeitos e eles serem liberados, por força da Lei, logo em seguida. No fim de semana, por exemplo, dois indivíduos que possuem antecedentes, foram flagrados no pátio da RGE, furtando cabos de cobre. Foram detidos pelo vigilante e entregues à BM, que os encaminhou à DPPA. O caso foi registrado, mas a dupla voltou às ruas. “Esse tipo de ladrão não fica mais preso”, resume o delegado.

Ele cita que entre o fim de semana e a madrugada da terça-feira, ladrões furtaram cabos de cobre em pelo menos quatro locais, além de sete hidrômetros em um condomínio. “E danificaram outros dois, que não conseguiram levar”. O delegado Vinícius também tem informações de furtos em cemitérios.

Uma delas, repassada pela vereadora Helena da Rosa (MDB). Na sessão da Câmara de Vereadores da segunda-feira, 31, ela disse que recebeu denúncias de pessoas que têm familiares sepultados no cemitério Municipal, tanto no lado católico, quanto no evangélico. “Há quatro anos sugiro e peço soluções para estes problemas. Mas nada foi feito”, resume Helena.

Além do furto de letreiros e outras peças de metal, a vereadora foi informada que à noite o cemitério fica totalmente às escuras. “Não há luz e isso facilita a ação dos ladrões e de outras pessoas que frequentam os cemitérios à noite”, revelou Helena da Rosa.

Troca por droga

O cobre, comenta o delegado Vinícius, é um metal valorizado e que está sendo revendido por cerca de R$ 30 o quilo. Por isso, explica, desperta interesse em algumas pessoas, principalmente nos usuários de crack. “A venda deste entorpecente em específico vem sendo a grande responsável pelo aumento dos furtos”, garante.

O titular da DPPA observa que a maioria dos materiais furtados são trocados por pedras de crack e os traficantes é que revendem para pessoas específicas. “E estas, por sua vez, repassam a outros compradores que integram esta cadeia criminosa”, assegura. Só depois, diz o delegado, o material é derretido e volta a ser matéria prima. “É um negócio muito lucrativo para o comprador final”, garante o delegado.

Informações

O delegado Vinícius revela que há identificação de suspeitos em alguns dos furtos e que eles estão intimamente relacionados ao consumo desenfreado de drogas, principalmente o crack. “Os objetos são furtados e rapidamente entregues em bocas de fumo que, por sua vez, fazem o repasse a outros receptadores destes produtos. O destino final é a reciclagem de alguns materiais que integram estes objetos, tais como cobre, latão e alumínio”, assegura.

Por isso, observa o delegado, além de identificar quem furta, a Polícia Civil quer descobrir quem são os receptadores que integram esta cadeia criminosa. Informações podem ser repassadas anonimamente para o plantão da DPPA, pelo número 984434105, ou para a BM, pelo 190.

“O combate ao comércio de crack é outro desafio da Polícia Civil, já que a venda deste entorpecente em específico vem sendo a grande responsável pelo aumento dos furtos e outros crimes patrimoniais ocorridos na região, eis que novos usuários vão sendo iniciados diariamente.”

VINÍCIUS L. DE ASSUNÇÃO – Delegado de Polícia

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