Iara é idealizadora do projeto 'Trânsito não tem idade' (Foto: Ana Carolina Becker/Folha do Mate)

Foi a paixão pelo trânsito, aliada ao ensino, que fez Iara Berenice Stein, 51 anos, tirar um sonho antigo da gaveta. Instrutora de veículos pesados há 15 anos e vivenciando, diariamente, diferentes situações no trânsito, sentiu necessidade de fazer algo para combater os problemas. É por esse motivo que coloca em prática o projeto ‘Trânsito não tem idade’.

A proposta, que terá a participação de 11 escolas das redes municipal, estadual e particular, irá levar para dentro dos educandários ações que visam conscientizar e educar os futuros motoristas e também pedestres sobre diferentes áreas do trânsito. O que ‘acendeu’ a vontade de ‘tirar a poeira’ da proposta, que já havia sido criada há três anos, foi uma conversa com a afilhada, Grichele Alexandra de Freitas da Rosa, estudante de Pedagogia da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), que precisava aplicar um projeto. “Essa iniciativa não é só aplicar, ela precisa ser trabalhada o ano todo e com toda a escola envolvida”, complementa Iara.

Cheia de expectativas para o início das atividades, que devem ser realizadas até o fim do ano, Iara diz que contou com a parceria do local onde trabalha, o CFC Venâncio Aires, para que conseguisse conciliar o desenvolvimento do projeto. ‘Trânsito não tem idade’ será vivenciado diariamente pelos estudantes, mas os encontros com a ‘profe’ Iara irão ocorrer mensalmente.

Agora, nos ajustes finais para o início do projeto, ela entende ainda mais a necessidade de ensinar as crianças desde cedo sobre a conduta que devem manter no trânsito. “Não adianta deixar para ensinar sobre trânsito aos 18 anos, quando a personalidade sobre isso já está formada”, justifica. Levar essa proposta para a escola é, segundo ela, uma forma de desenvolver pedestres e motoristas mais conscientes. “Com as atividades que vamos realizar, eles vão crescer sabendo o que é conveniente. Sem contar que a criança vai cobrar as atitudes erradas dos adultos”, acrescenta.

METODOLOGIA

Para alunos até o 4° ano, Iara irá desenvolver um simulador de trânsito. “Vamos colocar faixas de trânsito, pedestres, cones, placas de sinalização e um agente de trânsito dentro da escola”, explica. A ideia é que os estudantes, na condição de ‘veículos’, sigam as orientações e respeitem as sinalizações estabelecidas dentro dos limites da instituição de ensino. “A escola vai escolher um estudante para ser o agente de trânsito, que terá um roupa especial. Isso é mais uma das formas que encontrei para integrar e fazer com que os alunos participem com entusiamo e vontade”, salienta.

A partir do 5° ano, os alunos participaram de uma metodologia diferente de ensino. Ou seja, serão convidados a assistir palestras e interagir através de jogos – pensados pela própria Iara – para colocar em prática os ensinamentos. A ideia é também que nessas palestras, os parceiros como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Rotaract Venâncio Aires, Departamento Municipal de Trânsito, CFC Venâncio Aires, Unisc e comunidade escolar contribuam no compartilhamento de ações.

Encerramento – Depois de realizar atividades ao longo do ano, a intenção é encerrar o projeto com ‘chave de ouro’ a partir de uma feira na área central de Venâncio Aires, envolvendo todos os 11 educandários. Essa é uma forma encontrada por Iara para que as escolas conheçam e apresentem as conclusões tiradas do projeto, além de mostrar o que aprenderam nos meses.

No Instagram – Através de proposta de uma das filhas, Daiara Stein, a instrutora iniciou também o compartilhamento, através do Instagram @iaraberenicestein, de vídeos trazendo assuntos envolvendo o trânsito. Recentemente, falou sobre o uso da rotatória e da faixa de pedestres. A ideia, para os próximos meses, é expandir para outras plataformas.

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