Clubes de Mães e sociedades localizadas no interior de Venâncio são o alvo de um projeto desenvolvido pelo Sindicato Rural (SR), em parceria com a Brigada Militar. A intenção é de levar palestras sobre a Lei Maria da Penha e também informar as agricultoras sobre os seus direitos previdenciários.

Encabeçado pela diretora do SR, o projeto nasceu depois que ela acompanhou uma palestra da capitão Michele, falando sobre violência doméstica. Mônica Moraes descobriu que muitas das mulheres vítimas não denunciam seus agressores e algumas que o fazem, não recebem o atendimento necessário. “Não porque a Patrulha Maria da Penha não vai. É porque elas desistem ou informam o endereço errado, com medo dos agressores”.

Pensando em dar um suporte a estas mulheres, Mônica conversou com a comandante da 3ª Companhia, que aceitou o desafio de levar mais informações às mulheres do campo. “Nossa intenção é cadastrar os clubes de mães e sociedades e agendar os encontros. Não há custo algum às interessadas”, explicou a diretora.

Os agendamentos já estão sendo feitos e acontecem até o fim do mês de fevereiro. Além do número convencional do SR (3741-1946), as entidades interessadas podem entrar diretamente em contado com a diretora, pelo celular 99229-2244.

MAIS INFORMAÇÃO

Mônica está preocupada com muitas coisas que acontecem com a mulher rural e que não chegam ao conhecimento das autoridades. “Não falo somente das agressões físicas. Há muita agressão verbal e de outras formas e há mulheres que ainda sofrem caladas, pois sempre viveram daquele forma”, destaca.

A diretora não quer mais que situações ainda mais graves – como estupros entre pai e filha – sejam tratadas pelas vítimas como situações normais. “Elas sempre conviveram daquela maneira e, por isso, acham que aquilo é normal. Por isso vamos levar estas palestras para o interior e mostrar que há soluções para estas agressões”.

DIREITO DA MULHER

Além da capitão Michele, o projeto terá a participação da assessora jurídica do SR. A advogada Isabel Oestreich dará orientações às interessadas sobre a parte jurídica que envolve questões previdenciárias e falará sobre a inclusão do nome delas no bloco de produtor do marido, entre outros temas importantes.

De acordo com Mônica, ela já manteve contatos com mais de 20 clubes de mães. Os encontros acontecem a partir do mês de março.

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