Sala ficou parcialmente destrupida pelo fogo. (Foto: Alvaro Pegoraro)

Princípio de incêndio, na manhã dessa quinta-feira, 29, controlado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), poderia ter proporções muito maiores. Um curto-circuito em uma jarra elétrica é a provável causa do sinistro, que atingiu a sala onde funciona a SL Serviços, no primeiro piso de um prédio, na rua Tiradentes, centro da cidade.

A fumaça foi notada pelo vereador Sid Ferreira, por volta das 7h20min, e vinha da sala onde funciona a sua empresa. Ele entrou em contato com os bombeiros, que imediatamente foram ao local e controlaram as chamas, que já atingiam a repartição entre a cozinha e a sala principal.

A parede já estava sendo consumida pelo fogo, quando os bombeiros controlaram o incêndio, usando somente extintores. Foi possível detectar que o sinistro começou junto a uma jarra elétrica. O cheiro da fumaça chamava a atenção de quem passava pela rua, distante cerca de 20 metros da sala. Por sorte, ninguém se feriu.

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PRECAUÇÃO

Mas o que pode ter provocado o incêndio. Quem responde é o tenente Luciano Machado Morais. O comandante do CBM de Venâncio Aires explica que o uso inadequado tem provocado incêndios, mas o primeiro item a se observar é a qualidade do equipamento. “Há muitos materiais de baixa qualidade que podem favorecer as ocorrências de acidentes”, avisa.

Uma providência importante é sempre desligar o equipamento da tomada, quando não estiver sendo usado. O tenente Morais observa que outro fato relevante é que já houve casos em que o desligamento automático do equipamento, após o aquecimento da água, não ocorreu, causando a evaporação do líquido e sobreaquecimento do produto, até que pegue fogo. “Por isso é importante o monitoramento constante do equipamento enquanto estiver em uso”, argumenta.

O oficial também destaca que por ser um equipamento que consome energia, é importante verificar as condições da rede elétrica onde a tomada da jarra será ligada. “Isso pode promover uma sobrecarga na rede e provocar incêndio na fiação”. Ficar atento ao desgaste do produto e o substituir, quando necessário, é outra dica importante do tenente Morais.
Ele destaca ainda o cuidado em deixar o produto fora do alcance de crianças, evitando riscos desnecessários e a exposição a pequeninos.

Esse é o primeiro caso em que foi necessária a intervenção do Corpo de Bombeiros em um sinistro iniciado a partir de uma jarra elétrica. Contudo, revelou o tenente Morais, “já tivemos alguns relatos de incidentes, principalmente envolvendo o não desligamento automático da jarra, ou a jarra voltar a ligar quando recolocada na base”.

Saiba como usar corretamente as jarras elétricas

A jarras elétricas facilitam muito o aquecimento de água, mas têm certos cuidados que devem ser seguidos:

  • Antes de qualquer coisa, deve ser um produto que tenha a certificação do Inmetro.
    Na base, onde está fixada a tomada, há um adesivo informando a potência da chaleira.
  • São 1.500 watts e, por isso, devem ser ligadas em tomadas adequadas, para evitar um desgaste precoce e consequente curto-circuito;
  • As jarras elétricas foram feitas exclusivamente para esquentar água. Não é aconselhado aquecer leite, chá, café, etc;
  • Dentro da jarra há um nível mínimo de água. Ela não deve ser ligada com água abaixo ou acima no nível mínimo e nunca pode ser ligada sem água. Também não pode ser colocada sobre a chapa do fogão a lenha;
  • A jarra elétrica não pode ser lavada diretamente em uma torneira, igual uma panela, assim como esfregar com bombril ou produtos abrasivos. Também não se deve usar produtos químicos para limpá-la. Ela possui componentes elétricos que podem danificar.

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