Tiago Quintana (esquerda) e Giovane Wickert divergem em relação à suspensão dos pagamentos do aporte especial do Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Públicos Municipais (FAP). (Foto: Arquivo Folha do Mate)
Tiago Quintana (esquerda) e Giovane Wickert (Fotos: Arquivo Folha do Mate)

O prefeito Giovane Wickert (PSB) confirmou, na tarde dessa quarta-feira, 9, que fez registro de ocorrência na Polícia, de forma on-line, na terça-feira, 8, contra o vereador Tiago Quintana (PDT). Ele acusa o parlamentar de divulgar fake news na tentativa de prejudicar a imagem da atual Administração no período pré-eleitoral.

No centro do debate está um resíduo de valores, na ordem de R$ 3,3 milhões, referente a contratos assinados em 2012 e 2014, junto à Caixa Econômica Federal (CEF), para pavimentações nos bairros Cidade Alta, Coronel Brito, Brands, Morsch e Diettrich. A polêmica reside no fato da não utilização do total disponibilizado.

Para Quintana, ao não destinar os R$ 3,3 milhões para outras obras, a Administração dá mostras de má gestão. Segundo ele, que distribuiu material sobre o assunto para os veículos de comunicação, as sobras poderiam ter sido aproveitadas se o Executivo tivesse apresentado projetos de reprogramação em tempo hábil.

Ainda de acordo com o vereador, os contratos foram assinados ainda na gestão de Airton Artus (PDT) e as sobras de recursos são fruto da redução de custos na licitação e pela exigência de calçadas que alguns moradores já haviam executado. “Muitos moradores me procuraram dizendo que esperavam por essas reprogramações. A própria Prefeitura mantinha a esperança deles, mas a verdade é que eles perderam essa sobra de recurso, que não poderá mais ser utilizada”, argumentou o vereador do PDT.

Contraponto

Conforme Wickert, as sobras não foram perdidas. “Quando se busca um financiamento que não é a fundo perdido, temos um limite para utilizar. Concluímos todas as obras previstas sem necessidade de uso da totalidade do valor disponibilizado”, comentou. Ele garantiu que a atual Administração tentou reprogramar as sobras, o que não teria sido possível por conta de uma cláusula nos contratos que definiria o prazo entre 60 a 120 após o início do pagamento dos financiamentos para requisição de reaproveitamento.

O prefeito declarou ainda que, por não ter utilizado as sobras destes contratos, o potencial de busca por novas linhas de crédito para o Município se elevou junto à Caixa. “Graças a isso, conseguimos trocar um crédito podre por um crédito novo, de R$ 4,7 milhões, que está sendo investido em dois trechos de Vila Deodoro, um ponto próximo da Madeireira Haas, na ERS-422, e outro trecho entre o bairro Bela Vista e a Vila Táta”, disse.

Saiba mais

Contrato: 0354.438.82/2012
Valor: R$ 12.169.356,17
Utilizado: R$ 11.848.336,38
Diferença: R$ 321.019,79

Contrato: 0354.444.38/2012
Valor: R$ 6.654.733,90
Utilizado: R$ 6.302.249,51
Diferença: R$ 352.484,39

Contrato: 0399.664.53/2014
Valor: R$ 5.445.847,45
Utilizado: R$ 4.507.125,97
Diferença: R$ 938.721,48

Contrato: 0399.668.90/2014
Valor: R$ 7.124.522,15
Utilizado: R$ 5.398.633,53
Diferença: R$ 1.725.888,62

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