Com informações de Thamy Spencer ADI.

Mulheres da Via Campesina, de movimentos sociais e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do Movimento de Pequenos Agricultores e outros fizeram diferentes atividades ontem, na capital, para defender o fim dos assassinatos de mulheres – os casos de femicídio -, a retomada da reforma agrária e o fim do uso de agrotóxicos nas lavouras. No final da manhã houve uma caminhada no Centro, seguida de almoço às mulheres, na Praça Marechal Deodoro. à tarde, muitos lotaram o Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa, para participar de audiência pública.

No encontro no parlamento, representantes de entidades denunciaram os efeitos da utilização de substâncias prejudiciais aos recursos hídricos, à terra e à saúde das famílias de agriculturas, e entregaram relatório de casos de suspeita de contaminação por uso de agrotóxicos ao Ministério Público gaúcho. O procurador de Justiça Carlos Paganella disse em sua manifestação que agora as denúncias devem ser levadas ao Ministério Público das cidades onde há problemas, para buscar a abertura de inquéritos. Ele citou que em dez anos, o Brasil aumentou 650% a importação de agrotóxicos e já passou à frente os Estados Unidos na utilização. Também participaram da audiência representantes do Ministério Público Federal e deputados estaduais.

Ainda ontem, entre o final da manhã e o começo da tarde, integrantes da Via Campesina e do MST montaram acampamento no Ministério da Agricultura, onde devem permanecer ao longo de hoje.