Wickert anunciou decisão durante encontro na Prefeitura, na tarde de ontem (Foto: Débora Kist/Folha do Mate)

O imbróglio sobre as obras de revitalização do Largo do Chimarrão, em Venâncio Aires, ainda não tem prazo para terminar. Após recomendação do Ministério Público (MP) para suspender o início do projeto por mais 45 dias, o prefeito Giovane Wickert decidiu, por hora, ‘tirar o time de campo’.

Na prática, ele decidiu que não fará mais audiências públicas sobre o assunto e de que dará um tempo para “quem pensa diferente” fazer encaminhamentos para continuar discutindo o assunto.

“Fazemos audiências desde 2013 e sempre terá quem pensa diferente. Só vai gerar mais dúvida. Audiência não faço mais, porque essa obra não tem nada de errado. Quem acionou o MP, que proponha audiência. Tenho 120 projetos para ver e não vou parar para discutir o que já foi discutido”, afirmou o prefeito.

A declaração foi feita na tarde desta quarta-feira, 24, durante encontro com a imprensa e interessados, na Prefeitura. Giovane Wickert disse que vai sugerir ao grupo contrário – composto na maioria por arquitetos – ao projeto apresentado pelo Executivo, que faça uma comissão para eleger a melhor proposta. “Se esse projeto que propuseram fazer em um concurso tiver aceitação de uma audiência, organizada por eles, e que sejam mantidos os valores, tocamos a obra.”

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Ou seja, se o novo projeto não ultrapassar os cerca de R$ 230 mil previstos em gastos, haverá revitalização o mais breve possível. O custo, conforme Wickert, será dividido entre Prefeitura (cerca de R$ 70 mil) e a maior parte por empresários que mantêm comércio ao longo do trecho da rua Osvaldo Aranha.

CRÍTICA

A maioria dos integrantes do grupo contrário ao projeto original da Prefeitura é formada por arquitetos e urbanistas. Mas também conta com professores, estudantes e empresários, que afirmam que uma mudança é necessária, mas que não concordam com a forma como foi apresentada.

No encontro na Prefeitura, era esperada presença de componentes desse grupo, mas ninguém participou. A ausência foi criticada pelos empresários que são a favor da proposta do Executivo. “Por que não vieram? É a uma falta de educação. Ninguém está aqui hoje, mas capacidade de ir no MP eles têm”, disparou o empresário Airton Bade.

Conforme a secretária de Planejamento e Urbanismo, Jalila Böhm Heinemann, que foi quem contatou os interessados, a maioria alegou compromissos e por estarem foram da cidade. Após a reunião, a reportagem contatou uma representante do grupo de arquitetos e urbanistas contrários ao projeto original, que informou que ninguém irá se pronunciar no momento.

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