Com informações de Janine Niedermeyer.

Venâncio Aires possui agora a chancela para seguir em frente com o projeto de tornar-se Polo da Proteína. Tem um padrinho para zelar pelo crescimento saudável e próspero de uma iniciativa que nasceu para apontar um novo caminho econômico àqueles que aqui vivem.

O ex-ministro da agricultura e atual presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) Francisco Turra foi quem apadrinhou o projeto e deu seu parecer positivo para que o município aposte na iniciativa e atue em busca da profissionalização através do conhecimento.

O ‘batismo’ ocorreu ontem, durante reunião-almoço da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços de Venâncio Aires (Caciva), realizada pela Folha do Mate em parceria com a administração municipal. O evento encerrou as ações do Ano da Diversificação, desenvolvido pela Folha ao longo de 2014.

Turra mostrou o cenário mundial e nacional e como a Capital do Chimarrão pode usufruir desse contexto a partir do Polo da Proteína. Ele falou para empresários e lideranças da comunidade com objetivo de traduzir o que este investimento pode significar para o município como um todo.

E pelo visto os significados não têm limites. “Acho que o fato de vocês terem aqui uma organização voltada para a produção de proteína animal, é o momento certo para olhar os conceitos e aproveitar efetivamente o potencial. O Brasil é o celeiro do mundo em matéria de fornecimento de alimentos para o mundo e proteína animal tem um grande espaço para desenvolver”, afirma.

Para o prefeito Airton Artus, a vinda de Turra foi importante para assegurar que a escolha pelo setor de alimentos é a mais adequada para garantir o futuro econômico do município. “O evento foi excelente na medida em que trouxe um ‘expert’ da área para mostrar para todo mundo que é possível nós agregarmos valor ao produto agrícola tanto de origem animal como vegetal mas principalmente que é possível empreender e arriscar nessa área porque as perspectivas de futuro são muito boas.”

O ex-ministro considera que o principal desafio para colocar o projeto em prática é organizar o setor internamente, transformar a cultura local e buscar apoio. Além disso, trabalhar forte na qualidade e a sanidade do produto. Sem isso, não há espaço no mercado externo. “Não há vistas grosas do mercado. é preciso acreditar na pesquisa. Tem que sair, olhar, observar. Não adiantaria construir a tua atividade a partir do teu olhar único,” recomenda.