Pomares garantem frutas o ano todo e permitem agregação de renda

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Os meses de junho a agosto são os mais propícios para a implantação de pomares, tanto domésticos quanto em escala comercial, pois é um período onde as temperaturas são mais baixas, quando o crescimento é lento e geralmente de muitas chuvas e bom para o plantio das mudas das frutiferas.

“Alguns aspectos favorecem para que as mudas fixem as suas raízes e que não ocorram problemas com falta de umidade”, observa o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e engenheiro Agrônomo, Vicente Fin. Ele acentua que é importante que as mudas tenham boa procedência sanitária, devem ser de viveiros certificados e registrados e que tenham Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Além disso, as mudas devem ter somente uma haste e uma altura que varia entre 40 cm e 60 cm.

PLANTIO

Para efetuar o plantio correto, Fin orienta que devem ser abertas covas de 40 cm de largura, por 40 cm de comprimento e por 40 cm de profundidade, aproximadamente dois meses antes do plantio. Nas covas, colocar terra boa, adubo e calcário, e, se o produtor tiver disponível, pode ser colocado composto, que podem ser os dejetos de animais existentes nas propriedades. O espaçamento varia conforme as variedades. Os cítricos, por exemplo (laranja, bergamota e limão), o recomendado é três metros nas linhas. Para uvas e figos, dois metros; pêssegos, goiabas e caqui, três metros. Entre as linhas, usa-se o espaçamento de cinco a seis metros de distância.

Fin explica que não existe concorrência entre as frutíferas. Se o pomar for doméstico, as variedades podem ser plantadas na mesma área, porém, se a produção for em escala comercial, o recomendado é que cada uma seja plantada individualmente em função dos espaçamentos. E, ainda, plantar superprecoces com superprecoces, precoces com precoces e de ciclo tardio com ciclo tardio. “Isto garante uniformidade de maturação e favorece a colheita”, acentua Fin.

Ainda segundo ele, tanto em pomares domésticos quanto comerciais, fazer os tratos culturais, cobertura de solo com adubação verde e combater e controlar pragas e insetos com o uso de armadilhas com produtos orgânicos, o que garante frutas livres de defensivos agrícolas.

Antes de efetuar o plantio, também é recomendado efetuar a análise do solo, pois cada variedade tem suas particularidades diferentes. Algumas variedades, como a amora, por exemplo, preferem um solo mais ácido. Para a bergamoteira, o Ph precisa ser neutro. “Outro detalhe é atentar para as áreas onde será implantado o pomar, pois nem todas são adequadas para esta finalidade”, orienta o agrônomo.

“Quando falamos de alimentos para a subsistência familiar, o pomar, sem dúvidas, tem seu lugar e sua necessidade numa propriedade rural”.

VICENTE JÃO FIN

Chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar

Pomares comerciais

Laranja – 96 hectares

Bergamota – 2 a 3 hectares

Limão – 8 hectares

Abacate – 15 hectares em produção – de 2 a 3 foram implantados novos

Noz pecã – 15 hectares

Morango – 12 hectares

Figo – 3 hectares

Uva – 1,5 hectares

Pêssego – 1,2 hectares

Banana – 10 a 12 hectares

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