Com informações de Marluci Drum.

Foto: Alvaro Pegoraro / Folha do MatePacientes chegam cedo no posto de saúde para tentar atendimento
Pacientes chegam cedo no posto de saúde para tentar atendimento

O cumprimento da carga horária de trabalho pelos médicos que atuam na área pública é constante motivo de questionamento entre a população de Venâncio Aires. Como frequentemente a Folha do Mate recebe reclamações de leitores sobre o assunto, a reportagem buscou saber como é feito, hoje, o controle da jornada desses profissionais e o que ainda pode ser feito em torno disso, já que recentemente foi aprovada a lei que reduz o número de horas a ser cumpridas pelos médicos sem diminuir os salários.

O venâncio-airense que precisa consultar pelo Sistema único de Saúde (SUS), dependendo do especialista que necessita, precisa chegar com bastante antecedência em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para ser atendido. Isso porque os atendimentos são feitos conforme distribuição de fichas, para as quais rege a ordem de chegada.

Em alguns casos, como o de gestantes, por exemplo, a consulta pode ser agendada. Dessa forma, nem todos os que aguardam por horas numa fila conseguem consultar na UBS. No entanto, se o caso do paciente for de urgência, conforme o secretário municipal de saúde, Celso Artus, ele será atendido no plantão do Hospital São Sebastião Mártir (HSSM).

Atualmente, segundo o secretário, a fiscalização sobre o trabalho dos médicos é feita pelo número de atendimentos realizados. Levando em consideração que, enquanto um médico atende um paciente em 15 minutos, outro pode levar 40 minutos ou mais para realizar a consulta, se o profissional cumprir com os atendimentos pré-estabelecidos, independente se ele terminar essas consultas antes de encerrar a sua jornada, ele está liberado para ir embora.

[VIDEO_19]

No entanto esta situação está prestes a mudar. Conforme Celso Artus, deve ser implantado ainda neste ano o ponto eletrônico para controlar o cumprimento da carga horária dos médicos que atuam na área pública da cidade. “A ideia é que seja nesse ano. Por mim seria [exigido] amanhã!”A medida não deve contemplar os postos de saúde do interior porque “lá os médicos atuam em torno de duas vezes por semana.”

Com isso, não haverá o limite de atendimentos por fichas. De acordo com o secretário, o médico precisará estar no posto de saúde durante o período correspondente a sua carga horária. Ele irá prestar consulta a quantas pessoas puder no tempo que estiver no posto. Se atender todas as pessoas que aguardavam por ele antes de concluir a sua jornada, ele deverá ficar no posto até c

Confira a reportagem completa no flip ou edição impressa de 12/10