A poupança é a forma mais comum de guardar dinheiro, entre os brasileiros que buscam economizar. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil mostra que essa é a escolha de 60% das pessoas que economizam. Apesar do rendimento baixo, se comparado a outras formas de investimento, como Certificado de Depósito Bancário (CDB), aplicações no Tesouro Direto e bolsa de valores, a poupança é sem, dúvida, a forma mais tradicional de guardar dinheiro.

“O hábito das pessoas de utilizar a poupança está ligado a facilidades e à simplicidade desse tipo de investimento. É possível fazer transferências no próprio caixa eletrônico e a poupança pode estar vinculada a uma conta corrente. Ela é prática e fácil”, comenta o economista Carlos Giasson.

Foto: Pexels / DivulgaçãoInvestir na poupança é forma tradicional para guardar dinheiro, por ser um método conhecido, simples e prático
Investir na poupança é forma tradicional para guardar dinheiro, por ser um método conhecido, simples e prático

Conforme a pesquisa da CNDL e do SPC, 30% dos entrevistados alegaram desconhecimento sobre o que fazer para investir em outras modalidades, ao serem questionados sobre a razão de terem escolhido a poupança, conta corrente ou a própria casa para guardar o dinheiro.

Giasson observa que, diferentemente de outras formas de investimento, ainda pouco conhecidas pela população, a poupança sempre foi bastante divulgada, especialmente pela Caixa Econômica Federal, o que fez com que muitas pessoas adotassem uma caderneta de poupança. “Se usava uma caderneta mesmo, com um controle manual das economias. Assim, a poupança de tornou um hábito, algo até mesmo cultural para o brasileiro, além de ser uma forma que não demanda tanto conhecimento quando as outras opções de investimento”, considera.

Praticidade

Foto: Arquivo pessoal / DivulgaçãoGiasson: opção pela poupança ocorre por ela ser mais prática e conhecida da população
Giasson: opção pela poupança ocorre por ela ser mais prática e conhecida da população

Para o economista, apesar de, atualmente, os rendimentos da poupança estarem abaixo da inflação, ela permanece tendo vantagens, no sentido da praticidade. “Os rendimentos ocorrem a cada 30 dias e os valores ficam disponíveis para quem precisa lançar mão deles em pouco tempo.”

Giasson pondera, inclusive, que as pessoas podem deixar parte do dinheiro na poupança, pelas facilidades de movimentação, e variar as formas de investimento. “É difícil indicar um melhor modelo de investimento. O ideal é que a pessoa converse com seu gerente de conta, com corretores de valor e pesquise para ver qual a melhor opção e utilize mais de um modelo de investimento. A partir de R$ 100, R$ 200 reais já é possível investir no Tesouro Direto”, exemplifica.

É importante variar, não colocar todo o dinheiro em um investimento só. Independentemente da forma, o importante é reservar parte do salário do mês para investir. Poupar é um hábito necessário, embora ainda seja difícil para muita gente. O início do ano é uma grande oportunidade para começar.”

CARLOS GIASSONEconomista

Além de garantir segurança, guardar dinheiro na poupança ou em realizar outros tipos de investimento financeiro é importante para a economia do país. O economista Carlos Giasson destaca a importância desse hábito, que ainda precisa ser incorporado à vida da maioria dos brasileiros. “Quanto mais poupança o país tiver, mais dinheiro tem para financiar novos investimentos, auxiliar novos empreendedores”, enfatiza.

De acordo com ele, não há uma fórmula pronta para economizar e essa é uma prática difícil para muitas famílias com baixo rendimento e que comprometem toda a renda com aluguel e alimentação. Apesar disso, Giasson explica que o mínimo que uma pessoa deveria ter guardado é o equivalente a três meses de salário, para casos de emergência. “O ideal é que o valor referente a um ano de salário da pessoa estivesse aplicado em investimentos, para que possa ser usado em planos futuros, como comprar um carro ou fazer uma viagem.”

>> 60% dos brasileiros que economizam escolhem a poupança para guardar dinheiro, outros 24% de entrevistados disseram manter o dinheiro na própria casa, enquanto 22% optaram pela conta corrente. Conforme a pesquisa da CNDL e SPC Brasil, o poupador brasileiro é “conservador e pouco afeito a diversificar suas escolhas de investimento”.

>> Fundos de investimentos, previdência privada, Tesouro direto, Bolsa de valores e CDBs estão entre as opções para aplicar o dinheiro, além da poupança.