Desde que foi criado, em abril, o Programa Municipal de Controle da Tuberculose e Brucelose tem registrado uma boa procura por parte dos produtores rurais. A constatação é do secretário municipal de Agricultura, Fernando Ribeiro Heissler, ao confirmar que a procura surpreende as estimativas iniciais.

Heissler acentua que a Secretaria Municipal de Agricultura (SMA) adquiriu uma certa quantia de produtos para efetuar os testes e já o fez pela terceira vez e isto mostra que a procura tem sido acima do esperado. “Acreditávamos que sendo uma procura voluntária e não obrigatória, não haveria tanta procura, mas está se mostrando até de forma inversa”, observa. Segundo o secretário, a procura maior se dá pelos produtores, porque existe por parte das próprias empresas as quais eles são integrados, uma valorização em cima do leite que venha de animais certificados que passaram pelos testes de tuberculose e brucelose.

O secretário reforça que a procura tem sido boa e que inclusive os produtores de gado de corte também já têm procurado os testes. “Porém, alguns são de grande porte e temos que negociar a dosagem, porque senão ficaríamos somente em cima disso”, observa. Heissler coloca que os médicos veterinários da secretaria têm feito este trabalho e se dedicado a esta avaliação dois dias por semana, porque tem que ser feita a aplicação, a leitura e, se for preciso, retornar se houver um caso positivo das doenças.

FUNDO

 

No momento da criação do Programa Municipal de Controle da Tuberculose e Brucelose, a Administração Municipal também criou o Fundo Municipal de Desenvolvimento Agropecuário (FMDA). A ideia da criação do fundo, conforme Heissler, foi justamente para se trabalhar com verbas vindas da fiscalização dos frigoríficos, da inspeção sanitária via inspeção municipal, e as verbas provindas da realização dos testes de tuberculose e brucelose que foram implantados este ano. “Havia a necessidade da criação do fundo ainda em 2013, porém, o aporte de recursos apenas será concretizado a partir de 2014”, acentua. Para Heissler, a grande diferença do fundo para o Programa do Fundo Rotativo Municipal (Promagro), é que ele não poderá ser a fundo perdido, como as verbas do Promagro, que precisam ser ressarcidas pelos produtores beneficiados.

“Por enquanto estamos construindo junto com a planta de valores do Município com o estudo arrecadatório de que forma isto vai ser destinado e que outros valores podem ser enquadrados no fundo para depois serem repassados aos agricultores que queiram melhorar as suas atividades”, salienta. Hoje, continua Heissler, o fundo está sem verba e somente existe em função dos programas criados de controle de brucelose e tuberculose e implantados no Município.