Escola Família Agrícola inicia ações com Grupo de Produção e Comercialização de Alimentos

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A Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (Efasc) inicia as atividades do Grupo Pedagógico de Produção e Comercialização de Alimentos, envolvendo estudantes em formação escolar. Devido ao isolamento social imposto pela pandemia, a Efasc vem buscando alternativas para garantir o prosseguimento das  ações pedagógicas. Além de atividades e aus llas remotas pela internet, um grupo de estudantes resolveu aceitar um novo desafio: se organizar para produzir e comercializar alimentos livres de agrotóxicos, oriundos de suas áreas experimentais, nas suas propriedades familiares.

A ideia já estava alinhavada desde o início do ano, através de uma parceria entre a Escola e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), pelo Projeto Extensionismo Agroecológico: Criação de um grupo de jovens estudantes e egressos da Efasc ligados a Feira Pedagógica, coordenado pela professora Daniela Mueller de Lara, da Uergs. Essa parceria com a universidade proporcionou a cedência de dois bolsistas, estudantes do Bacharelado em Agroecologia, a venâncio-airense Bruna Richter Eichler e Mateus Ferreira Reis Costa, ambos também egressos da Escola e responsáveis por assessorar o grupo, sob coordenação dos monitores da Efasc, Antonio Carlos Gomes e Evandro da Rosa Silveira.

O grupo reuniu-se virtualmente pela primeira vez no dia 21 de agosto, quando foi feito um levantamento dos produtos disponíveis nas áreas experimentais dos estudantes e que já poderiam ser comercializados.

A primeira entrega de alimentos ocorreu na quarta-feira, 9, somando cerca de 350 kg de hortaliças, frutas, mandioca e batata-doce, numa primeira parceria com a Mitra Diocesana de Santa Cruz do Sul, em projeto coordenado pela Assistente Social Dieni Berté. A ideia foi aproximar os jovens produtores de alimentos da Efasc com as famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela Mitra, contempladas com cestas básicas.

A logística foi organizada percorrendo um roteiro em todas as propriedades dos estudantes, seguindo todos os protocolos de segurança necessários. Para cobrir os custos do transporte e emissão de nota fiscal, o grupo definiu um percentual a ser descontado de cada venda, ressaltando o caráter pedagógico da ação, que, além da questão agrícola, contempla também a organização, administração e a contabilidade das vendas.

Essa é mais uma oportunidade de comercialização que vem sendo criada pela juventude, relacionando estudo, com produção de alimentos, bem como a comercialização desses, numa lógica da promoção de saúde.

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