(Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

O Município vai reforçar a fiscalização e alterar o decreto que estabelece as medidas de restrição por conta da pandemia do novo coronavírus, nesta semana. O objetivo é fazer com que a população volte a respeitar o distanciamento social. O aumento no número de internações no Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), com paciente com Covid-19 e outras doenças respiratórias, têm preocupado profissionais da saúde e autoridades.

Na noite de segunda-feira, 3, a direção do hospital informou que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e setor Covid-19 da instituição de saúde estão lotados e orientou a população de que consultas devem ser realizadas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não no plantão.

Para o prefeito Giovane Wickert, é preciso que a população se conscientize sobre a importância de evitar aglomerações, para evitar o proliferação do coronavírus. “As pessoas estão achando que está tudo muito tranquilo. Nos primeiros meses, se respeitava muito mais, mas, agora, estão acontecendo muitas aglomerações à noite e nos fim de semana, de 20, 30 pessoas. Tem muita gente sem usar máscara e compartilhando chimarrão”, destacou o prefeito Giovane Wickert, ontem, em entrevista ao programa Terra em Meia Hora, da Rádio Terra FM.

De acordo com ele, as modificações no decreto vão determinar a ocupação possível em bares, restaurantes e lancherias, e deixar as restrições mais claras. “Queremos ajudar os empreendedores a destacar as regras, porque o empreendedor também se sente mal em barrar as pessoas. Precisamos agir pelo bem da comunidade e precisamos da colaboração de todos.”

HOSPITAL

O diretor técnico do HSSM, Guilherme Fürst Neto, também salienta que a ajuda da comunidade é fundamental neste momento. “Estamos vivendo o auge da transmissão viral. Tem muita gente doente e muita gente transmitindo o vírus. O número de infectados vai ampliar nos próximos dias. Isso já era esperado, mas a questão é não estourar no atendimento do HSSM”, explica. Ele reforça que, quem tem sintoma gripal, precisa “se conscientizar de que tem que ficar isolado” e quem não precisar, não deve sair.

Na sexta-feira, 31 de julho, a casa de saúde precisou abrir o nono leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19, e chegou a 19 pacientes internados. A situação foi o estopim para que o diretor técnico enviasse um áudio alertando os colegas médicos.

A mensagem circulou por diversos grupos de WhatsApp no fim de semana e alertou para a situação crítica e a possibilidade do HSSM chegar à última etapa do plano de contingenciamento, com o fechamento do setor de Emergência, para que tudo se transforme em UTI.

“Desde o início, sempre falamos que o que balizaria as atividades seria justamente a ocupação dos leitos de UTI. Por isso, fiz esse chamamento aos colegas. É um momento bastante delicado e preocupante pela complexidade que se vive, em todo o Rio Grande do Sul. É o momento crítico e mais complexo de lotação dos hospitais”, afirma.

Ontem à noite, os 18 leitos da UTI estavam ocupados. Além disso, eram oito pacientes internados no setor de isolamento da Covid-19.

“Precisamos frear a transmissão e preservar o sistema hospitalar. O pessoal do hospital está mobilizado, as equipes estão trabalhando, mas tem um limite operacional e de medicação, que é um problema em todo o país. Estamos muito perto de fechar leitos por falta de medicação.”

GUILHERME FÜRST NETO – Diretor técnico do HSSM

Alerta para diagnosticar pacientes de risco

Outro alerta feito pelo diretor técnico do HSSM, Guilherme Fürst Neto, é para que os médicos identifiquem de forma precoce pacientes que podem chegar à forma mais grave da doença e precisar de internação na UTI. “Os médicos têm condições de analisar isso. É preciso ficar atento a

pacientes com sintomas mais de cinco dias, falta de ar, febre por mais de cinco dias e pacientes com comorbidades, como diabetes, hipertensão. São pacientes que precisamos ficar de olho e internar, antes, para iniciar medicação antes e impedir que a doença evolua e precisam ir para UTI. O paciente que volta para atendimento também exige mais cuidado.”

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