Distribuição de fraldas será reorganizada, após suspensão de recursos do Estado

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O Governo do Rio Grande do Sul interrompeu o repasse de recursos aos municípios para a compra de fraldas descartáveis repassadas a famílias que precisam. Em Venâncio Aires, para que pessoas não fiquem sem o item, está ocorrendo uma organização e remanejamento.

O secretário municipal de Saúde, Tiago Quintana, afirma que o Município não vai interromper o fornecimento, apenas vai regulamentar a entrega, priorizando os mais necessitados, conforme a renda. “Hoje todos que procurarem recebem as fraldas, porém, nos próximos dias, visitas de assistentes sociais começarão a ser feitas e aí já são entregues somente para os selecionados.”

Quintana observa que o Município tem no estoque quantidade de fraldas suficientes para suprir ainda 10 dias de distribuição, mas já há tramitação para compra de mais unidades.
Segundo a coordenadora de Assistência Farmacêutica da rede municipal, Natasha Artus, os recursos por parte do Estado estão suspensos desde outubro. Ela explica que quem fazia as compras das fraldas era o próprio Município e o valor era repassado pelo Estado mediante apresentação de recibo. “Quem fazia as compras era o farmacêutico e nós anexávamos os recibos no sistema. Depois, o pessoal vinha retirar.” Agora, nenhum município do Rio Grande do Sul recebe este recurso estadual para as fraldas.

  • 170 pacientes recebem fraldas em Venâncio Aires. São em torno de 150 unidades ao mês, por pessoa.

Possibilidade de parceria com a Peva

É avaliada, no momento, uma parceria com a Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva), para que os apenados comecem a produzir fraldas descartáveis com o auxílio de uma máquina específica para isso. “No momento ainda estamos conversando e estudando a ideia”, adianta o secretário de Saúde, Tiago Quintana.

A efetivação da proposta ainda levará tempo, pois a máquina precisa ser adquirida. Uma reunião com a direção da Peva já foi feita e uma minuta foi enregue para estudo da parceria. Quintana projeta que a produção de fraldas por parte dos presidiários possa ser iniciada ainda neste primeiro semestre.

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