Projeto oferece atendimento psicológico virtual e gratuito

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A atenção à saúde mental da população em geral tem sido constante e necessária nos últimos anos. Desde o início do ano passado, com a pandemia de coronavírus, a importância de dar prioridade às questões psicológicas tem se tornado ainda mais evidente. Para auxiliar a população neste sentido, o projeto Vale a Vida viabiliza avaliação psiquiátrica e atendimento psicológico gratuito e on-line para moradores nos municípios pertencentes à região dos vales do Taquari e Rio Pardo.

O projeto é coordenado pelo professor pesquisador Flávio Milman Shansis, do programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Universidade do Vale do Taquari (Univates) em uma parceria da Univates, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), juntamente com as empresas de tecnologia Tummi e Tekann. O projeto tem incentivo da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do estado do Rio Grande do Sul e deve beneficiar 600 pessoas com sessões de psicoterapia.

Shansis explica que, ainda no ano passado, após publicação do edital de fomento do Governo do Estado, foi enviada a proposta para concorrer ao incentivo. “Ganhamos o incentivo para desenvolver uma ferramenta de atendimento remoto para pessoas em sofrimento psíquico”, salienta. Ao todo, são cerca de 25 representantes das universidades e empresas envolvidos com a iniciativa.

Após o desenvolvimento do software para a realização dos atendimentos, foi contratada a equipe de trabalho. O sistema para realização dos atendimentos foi adaptado especificamente para este fim. “Abrimos um processo seletivo para a escolha dos profissionais, que passaram por um treinamento para aprovação e certificação para o desenvolvimento dos trabalhos”, explica.

Uma médica psiquiatra de Porto Alegre e três psicólogas de Santa Cruz do Sul foram capacitadas pelo Programa TelePsi do Ministério da Saúde e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Elas serão as responsáveis pelos atendimentos remotos.

COMO VAI FUNCIONAR
Serão aplicados dois diferentes tipos de psicoterapias feitas à distância, chamadas TelePsicoterapia Breve Cognitivo-comportamental e TelePsicoterapia Breve Interpessoal. A definição da metodologia aplicada em cada paciente será definida por sorteio, sendo que metade passará por um método e outra metade por outro. Podem participar do estudo pessoas que apresentem sintomas como tristeza, irritabilidade e ansiedade.

Assim que a pessoa se inscreve, por meio do site www.valeavida.com.br, já é agendada a avaliação com a psiquiatra. No total, o projeto contempla uma avaliação com a psiquiatra e quatro sessões de telepsicoterapia com psicóloga.

As teleconsultas são realizadas por meio de um software próprio, que pode ser utilizado através de celular, computador ou tablet. O voluntário recebe um aviso no e-mail e WhatsApp com o lembrete da psicoterapia, bem como sobre a realização dos questionários.

São sessões de 50 minutos a uma hora, realizadas uma vez por semana, por 4 semanas.
Além disso, o participante responderá questionários ao logo do processo. “Após a realização das sessões, os voluntários vão responder novamente questionários. Nosso objetivo é avaliar se os benefícios da intervenção se mantêm ao longo do tempo”, enfatiza o coordenador do projeto. Os participantes responderão os questionários após três, seis e nove meses da realização das sessões.

Shansis ressalta que, quando constatado que a pessoa tem risco de suicídio, é feito o encaminhamento para os órgãos públicos de atendimento psicossocial para acompanhamento presencial.

Interessados em participar das sessões de psicoterapia podem se inscrever por meio do site www.valeavida.com.br. É obrigatório que a pessoa seja moradora de um dos municípios dos vales do Rio Pardo e Taquari.

VALE A VIDA
1 Podem participar do projeto pessoas maiores de 18 anos que tenham sintomas como tristeza, irritabilidade e ansiedade.

2 O participante receberá uma avaliação psiquiátrica e quatro sessões de psicoterapia feitas de forma on-line.

3 A realização das sessões pode ser feita por celular, tablet ou computador.

4 O projeto é viabilizado por meio de edital da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS.

5 O valor total da iniciativa é de R$ 222.287,76, sendo R$ 144.745,36 angariado por meio do edital e R$ 77.542,40 de investimento como contrapartida das organizações participantes da pesquisa.

6 Os participantes do projeto são voluntários e recebem os atendimentos de forma gratuita.

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