União: empresários e pessoas físicas arrecadam doações para o hospital de Venâncio

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A crítica situação das finanças do Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), e a necessidade de manter a estrutura, que foi ampliada para atender pacientes com Covid-19, vem mobilizando empresários, entidades, políticos e pessoas da comunidade. Conforme a administração do hospital, existem várias frentes ativas e diversas doações foram confirmadas nos últimos dias. Empresas doaram equipamentos que totalizam em torno de R$ 100 mil, além disso, foram doados, até a manhã desta quarta-feira, 10, R$ 305 mil em doações de empresários, em nome de empresas e pessoas físicas.

Segundo o presidente do hospital, o advogado Luciano Spies, “é vital toda e qualquer entrada extra de recursos”, pois a tendência é de que o déficit mensal aumente. “Boa parte dos custos estão sendo aportados pelo Município, mas ainda não serão suficientes para equilibrar toda a despesa extra”, disse. De acordo com Spies, todas as doações são bem-vindas e importantes neste momento. Além dos equipamentos médicos, ele menciona a relevância de doações em dinheiro. “O que mais nos ajuda nesse momento é doações em valores, pois todos os custos aumentaram e ainda estamos tendo que adquirir equipamentos específicos. Alguns estão sendo doados, como as bombas de infusão, mas outros maios caros precisarão ser adquiridos”, cita.

“Estamos recebendo várias doações de pessoas físicas e empresas. Está sendo fundamental para a compra de sedativos, por exemplo, pois estamos com estoque baixo e a compra está tendo que ser à vista, devido aos produtos estarem escassos no mercado.”
LUCIANO SPIES – Presidente do HSSM

Demora e falta

Conforme o administrador do HSSM, Fernando Siqueira, para comprar um ventilador pulmonar mecânico, que hoje é o equipamento mais requisitado pelos hospitais no combate à Covid, é preciso aguardar um prazo de entrega de aproximadamente 60 dias. “Estamos falando de meados de maio, um paciente não pode esperar isso. Ao mesmo tempo, estamos com dificuldade de comprar sedativos para manter o paciente sedado enquanto está entubado”, cita, preocupado com a possibilidade destes medicamentos virem a faltar.

Conforme o gestor, os itens que mais subiram de preço ou aumentaram o consumo são os sedativos (medicamentos para manter o paciente sedado enquanto está entubado), os equipamentos de proteção individual (EPIs) e o oxigênio. Este último tinha um consumo de 5 mil metros cúbicos mensais em 2019, antes da pandemia. Agora, o consumo chega a 4 mil metros cúbicos por semana. “O contato com o fornecedor é semanal. Neste momento ele vem dando conta da demanda, mas eu temo um colapso nacional, que pode vir a interferir neste abastecimento.”

União de esforços

Para Siqueira, o momento exige, mais uma vez, uma mobilização de toda a comunidade. “Temos que repetir o que já foi feito de sucesso: uma união de esforços políticos com apoio do Executivo e Legislativo em uma busca por dinheiro novo, que está lá em Brasília, em recursos de emendas parlamentares que possam ajudar a garantir a estrutura que está disponível hoje”, defende.


Como fazer uma doação para o hospital?

Doações, em qualquer valor, podem ser feitas via PIX, pela chave 51985858398.

Além disso, transferências também podem ser feitas diretamente para a conta bancária do HSSM:
Banrisul
Agência: 0957
Conta: 06.131.936.0-3
CNPJ 98.591.910/0001-90
Hospital São Sebastião Mártir


Recursos humanos

Ampliar a capacidade de internações exigiu uma ginástica nas últimas semanas. Esse esforço esbarra nos recursos humanos e financeiros. Segundo a administração do HSSM, no tratamento de pacientes Covid são necessários mais funcionários em torno de um único paciente. “O atendimento de pacientes Covid extrapola uma matemática que se tinha, pois exige muito mais cuidados”, cita Fernando Siqueira.
Apesar de o hospital ter feito novas contratações de enfermeiros, técnicos em enfermagem e também trabalhadores para os setores de higienização e copa, os afastamentos, quando ocorrerem, são supridos pelos próprios funcionários, o que acarreta em um esgotamento físico e mental do funcionário que precisa assumir plantões extras e também em impactos financeiros para o HSSM, com pagamento de horas extras.

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