Em 2017, Kunz foi condenado a 28 anos, em júri popular (Foto: Alvaro Pegoraro/Arquivo FM)

O autor do primeiro feminicídio praticado no Brasil foi julgado, condenado e segue preso, mas foi beneficiado por uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ RS). Em júri popular, no dia 21 de junho de 2017, Júlio César Kunz, que completou 40 anos em dezembro, recebeu uma pena de 28 anos e quatro meses de reclusão. Porém, segundo informações do promotor Pedro Rui da Fontoura Porto, sua pena foi reduzida, ficando em cerca de 18 anos. Os motivos não foram explicados.

Kunz está recolhido na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva) desde a manhã do dia 23 de março de 2015. Um dia antes, durante a madrugada, ele baleou um vigia do Hospital São Sebastião Mártir e depois matou a ex-companheira a tiros. Miriam Roselene Gabe, 33 anos na época, buscou atendimento na casa de saúde, depois de ser agredida por Kunz. Quando saia, foi atacada e morta.

De acordo com o promotor, com a decisão do TJ, Kunz pode sair este ano da cadeia, depois de cumprir pouco mais de 5 anos no regime fechado. “Ele precisa cumprir dois quintos da pena em regime fechado e tem direito à progressão”, observa. Se beneficiado, ele passará ao regime semiaberto e cumprirá a pena no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul ou poderá usar uma tornozeleira eletrônica. Ontem ele seguia recolhido.

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