Denunciante estudava e trabalhava com o médium. (Foto: Alvaro Pegoraro)

Um médium que atua em Venâncio Aires há mais de 20 anos, está sendo denunciado por assédio sexual e outras práticas contrárias aos estudos sobre o espiritismo. O caso já foi comunicado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e ontem um dos envolvidos esteve na redação da Folha do Mate. “Nos afastamos dele, mas ele segue atendendo normalmente e agora está como ele quer, sem ser vigiado por ninguém”, mencionou um dos denunciantes.

Este homem, que há seis anos estuda o espiritismo e trabalhou e estudou por cerca de um ano e meio com o denunciado, disse que inicialmente achava que aquilo eram práticas normais. “Mas com o passar do tempo tive certeza que não eram e que ele usava da fé das pessoas para se aproveitar delas”.

O denunciante explica que havia um grupo de pessoas que estudava o espiritismo semanalmente e que durante os atendimentos, o médium costumava distinguir as clientes mas jovens e bonitas, das demais pessoas. “Se eram homens ou mulheres mais velhas, nem olhava direito. Vi ele fazer isso muitas vezes”, garante.

Segundo disse, o médium pedia que as garotas que procuravam ajuda se sentassem ao seu lado e ali permaneciam durante toda a noite. “Ele colocava a mão nas pernas delas, dava beijos do rosto e pegava as mãos das meninas e colocava sobre as suas pernas”, recorda. Para agir assim, dizia que a garota estava com um espírito obsessor e ela precisava voltar mais vezes para fazer uma desobsessão.

Para impressionar, observa o denunciante, o médium simulava ligações telefônicas para pessoas de alto poder aquisitivo e até conversas com espíritos que pairavam sobre o local dos atendimentos.

ASSÉDIO

Já descrente sobre a atuação do médium, o denunciante se deparou com outra situação. Um médium que frequentava semanalmente a casa se afastou repentinamente, ao saber que o denunciado havia feito propostas indecentes para a sua sobrinha. “Ele falou que a garota precisava dormir com ele para tirar os espíritos malignos”.

O episódio que determinou o afastamento do denunciante da casa aconteceu quando o médium ‘se passou’ com uma garota que estava iniciando os estudos e precisava de ajuda. “A conduta dele é muito ruim. Estamos aqui para tentar ser exemplos”, observou.

Conforme ele, a garota conversava muito com o médium e acreditava nele. Uma vez, depois que a garota se separou – por orientação do médium -, ele a convidou para almoçarem juntos e neste encontro, propôs que ela fosse sua amante. “E até lhe ofereceu ajuda financeira”.

A jovem não aceitou, mas continuou frequentando a casa, até que ele a convidou para ir até o seu quarto e a beijou a força. Ela saiu de lá e parou de frequentar o centro espírita. Depois deste episódio, quatro frequentadores da casa se reuniram com o médium, em uma reunião, e o questionaram sobre as denúncias. “Mas ele negou tudo”, disse o denunciante. Naquela semana o médium não atendeu mais, mas na semana seguinte retornou à cidade e trocou as fechaduras. “E segue atendendo normalmente, o que nos causa ainda mais preocupação”.

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