Refazer as rotas de fuga, como a usada onde o bando capotou um carro, é uma das estratégias da BM. (Foto: Alvaro Pegoraro)

A Brigada Militar segue as buscas à quadrilha que atacou, recentemente, os bancos de Monte Alverne e Vale Verde. Em entrevista ao programa ‘Terra em Meia Hora’, da Rádio Terra FM, na quinta-feira, 15, o tenente-coronel Giovani Paim Moresco confirmou que o cerco ao bando que atacou o Sicredi de Vale Verde foi desfeito, mas as outras ações decorrentes, não. “Estamos aprimorando nossas práticas para que, da próxima vez, talvez consigamos prender os assaltantes em flagrante”, disse.

O comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM) explicou que foram refeitas as rotas de fuga usadas pelos quadrilheiros (observou que a área policiada na região de Vale Verde é de 427 quilômetros quadrados) e que isso já permitiu avanços. “No assalto em Monte Alverne ninguém foi preso. Agora, já prendemos quatro pessoas”, salientou, o oficial, ressaltando que foram mais de 96 horas de cerco ininterrupto, entre a quinta-feira, 8, e a segunda, 12.

O tenente-coronel se refere às duas mulheres e os dois homens detidos em dois veículos (com placas de Lajeado e Estrela), na madrugada da segunda-feira, e que confirmaram ter vindo resgatar os autores do assalto. Uma delas, inclusive, revelou que é companheira de um dos homens que atacou o Sicredi de Vale Verde e que na quinta-feira à tarde ele ligou, pedindo para ser resgatado.

Horas depois, já à noite, esta mulher foi parada em uma barreira da BM, no interior de General Câmara, e alegou que estava perdida. Foi identificada e como não havia relação dela com os procurados, foi liberada, mas orientada a voltar. “Isso impediu que ela resgatasse seu companheiro, que havia capotado o Honda City usado na fuga”, revelou uma fonte ligada ao comando da BM.

No domingo à noite o setor de inteligência detectou que havia pessoas suspeitas circulando na área que estava congelada, (próximo à Vila Mariante), onde o bando estava escondido, e acabou prendendo as quatro pessoas nas primeiras horas da segunda-feira. “E uma das mulheres era a mesma que tinha sido abordada na quinta-feira a noite”.

Sobre notícias veiculadas por alguns órgãos de imprensa, de que os dois homens foram torturados, o comandante foi categórico: “Eles podem falar o que quiserem e não me interessa o que foi dito por pessoas com esta índole, que vieram para resgatar criminosos. Nós sabemos aquilo que fizemos”.

Ainda sobre os depoimentos prestados na Polícia Civil, onde foram feitas acusações de agressões, o oficial referiu que assim como na fuga, onde os presos se utilizam dos mais diversos artifícios para escapar da polícia, também dizem o que querem em depoimento. “São pessoas que não servem à sociedade”.

Moresco ressaltou que as duas mulheres e os dois homens vieram para dar fuga a pessoas que colocaram uma comunidade em risco, para praticar o assalto. “Eles estavam associados para resgatar criminosos armados, que subjugaram a população de Vale Verde através de um cordão humano, para obter êxito para o roubo a banco”, disse.

Sobre o andamento do inquérito, o comandante do 23º BPM mencionou que vai esperar o procedimento que será adotado.

Veja a entrevista com o comandante do 23º BPM, tenente-coronel Giovani Paim Moresco: 

No Terra em Meia Hora de hoje a equipe da 105.1FM e da Folha do Mate recebe o tenente-coronel Giovani Moresco, comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar. No Terra Esportes ao Meio-Dia, o Olé Futebol Clube repercute a vitória da Assoeva na Liga Nacional e projeta a rodada do Regional e a Copa Mocva de Veloterra e Motocross Amador

Publicado por Folha do Mate em Quinta-feira, 15 de agosto de 2019

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