Maioria dos atropelamentos com morte acontece às noite e durante os fins de semana. (Foto: Alvaro Pegoraro/Arquivo FM)

Os atropelamentos com vítima fatal, nos últimos dez anos, representam 21% das mortes no trânsito do Rio Grande do Sul. De acordo com o Departamento de Trânsito (DetranRS), cerca de 33% das vítimas de acidentes no período são mulheres. O levantamento do DetranRS também detectou outro dado preocupante: 31% dos mortos em atropelamentos têm mais de 65 anos.

De 2009 a 2018, 1.277 mulheres morreram em atropelamentos no Estado, contra 2.573 homens, totalizando 3.852 pedestres mortos. O número representa 20,2% do total de 19.091 mortes registradas no período em consequência de acidentes de trânsito. O risco aumenta conforme aumenta a idade, concentrando-se a maioria das mortes por atropelamento na faixa acima dos 65 anos. Foram 612 mortes entre 65 e 74 anos, e 583 acima dos 75, nos dez anos analisados.

Nas ruas e rodovias que passam por Venâncio Aires, 164 pessoas perderam a vida entre 2009 e ontem. Destas, 23 morreram atropeladas, sendo que 13 eram do sexo feminino. Isso mostra que 56% das vítimas de atropelamentos na Capital do Chimarrão eram mulheres.

Destas 13 vítimas, sete tinha menos de 50 anos. Entre as seis que tinham idade superior, duas tinham 80 anos. Dos dez homens mortos por atropelamento no período, sete tinham mais de 50 anos, sendo que cinco tinham mais de 60 anos.

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DURANTE A NOITE

Buscando um diagnóstico da acidentalidade com pedestres, o DetranRS detectou que quase 60% dos 3.819 atropelamentos registrados aconteceram nos turnos da noite e madrugada, sendo a iluminação um importante fator a ser observado. Os finais de semana são os dias mais críticos, com quase metade das ocorrências registradas nas sextas, sábados e domingos, podendo ter influência o maior consumo de álcool nesses dias.

Como era de se esperar, já que nas cidades é maior a circulação de pedestres, as vias municipais concentram a maioria dos acidentes (54%). Mas também preocupa o número de atropelamentos em rodovias. Foram 1.736 ocorrências no período analisado.
Na Capital do Chimarrão, das 23 mortes por atropelamento entre 2009 e ontem, 16 foram em rodovias (69,5%).

VEÍCULOS

Entre os veículos envolvidos em atropelamentos, o automóvel é o mais frequente – até por seu maior volume em circulação (61% da frota gaúcha). Eles representam 36,5% do total de 4.203 veículos envolvidos em atropelamentos de 2009 a 2018. Na sequência, se envolvem mais em atropelamentos as motos, que são 17% da frota e 15% dos veículos envolvidos com atropelamentos; e os caminhões, que são 4% da frota e 12% dos envolvidos nos acidentes com pedestres.

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ESTE ANO

Análise prévia da acidentalidade neste ano de 2019 aponta para 170 atropelamentos e o mesmo número de pedestres mortos neste primeiro semestre. O número representa 23% do total de 732 acidentes registrados no período.

Os atropelamentos deste ano seguem o mesmo padrão que o período de dez anos analisados: estão concentrados mais em vias municipais (50%), nos turnos da noite e madrugada (31%) e nos finais de semana (54% sextas, sábados e domingos). Assim também o perfil das vítimas: 67% homens e 32% acima dos 65 anos.

Em Venâncio, das sete vítimas do trânsito no ano, uma jovem morreu atropelada. O acidente aconteceu na RSC-287, à noite, a vítima tinha 20 anos e foi atingida por uma carreta.

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