Vanderlane cultiva verduras, legumes e frutas no terreno ao lado do condomínio onde mora (Foto: Juliana Bencke/ Folha do Mate)

Quem cruza a rua Barão do Triunfo, na quadra entre a 1º de Março e a Félix da Cunha, já deve ter se surpreendido com uma horta em pleno centro da cidade. As alfaces e couves vistosas, as cenouras, beterrabas e os pés de aipim são fruto do trabalho da merendeira Vanderlane Maria de Macedo, 50 anos, e do montador de móveis Volmir Antônio Schweigardt, 51 anos.

Moradores do Condomínio Barão, há três anos, eles uniram a vontade de mexer com a terra, de quem “se criou” no meio da roça, com o desejo de ver o terreno ao lado do prédio ficar limpo. A área de 22 metros de largura por 55 metros de comprimento era, frequentemente, utilizada para descarte de móveis velhos, lixo e restos de materiais de construção.

Em março do ano passado, Vanderlane e o marido fizeram uma proposta para a responsável pelo terreno: se ela providenciasse a limpeza e o cercamento do local, eles passariam a plantar e manter a área limpa.

O espaço ganhou canteiros, flores que ajudam a espantar os insetos prejudiciais para as plantas e mais de 20 variedades de hortaliças, frutas e chás. “É tudo sem veneno, dá para colher e sair comendo”, diz Vanderlane.

Bisneta da proprietária da área de terras que ocupava toda a quadra, Elisa Bender, 53 anos, adorou a iniciativa. Moradora do interior de Cruzeiro do Sul, ela é a responsável pelos dois terrenos que hoje sediam a horta – um deles é de uma tia da qual é tutora e o outro de primos que moram em São Paulo.

“Eu mandava limpar, mas, quando chegava lá de novo, estava cheio de entulhos. Para mim foi uma solução e para o casal que planta também. Assim, o terreno fica limpo, eles produzem os alimentos e quem passa acha bonito”, considera.

30Vanderlane destaca, ainda, outro benefício da horta. “É ótimo para desestressar. A melhor coisa é poder sair do apartamento e vir aqui, do lado de casa, mexer na terra. Quando não estamos trabalhando, estamos sempre aqui. As pessoas já passam e perguntam. Tem muitos terrenos vazios pela cidade que poderiam ser aproveitados como este”, incentiva.

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