Uma ‘ponte’ chamada diretor

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Talvez nem todos tenham tido a oportunidade de estudar em uma escola onde a motivação ‘aparecesse’ em todos os cantos. Onde frases de incentivo, cores e flores preencham os corredores das salas de aula. Como é o cenário da Escola Estadual de Ensino Médio Crescer, do bairro Coronel Brito, e que, mesmo silenciosa em tempos de pandemia, fez o possível para manter a vivacidade.

‘Palavras mágicas’ em uma das escadas foram pintadas em 2020 (Foto: Débora Kist/Folha do Mate)

Essa sempre foi uma das preocupações da diretora Susana Marinesa da Rosa, uma dos tantos profissionais de Venâncio Aires que são lembrados hoje, no Dia do Diretor Escolar. Dos seus 48 anos de vida, 20 Susana vive diariamente na educação pública. Em duas décadas, trabalhou como professora de Educação Física em escolas estaduais e municipais, como na própria Crescer, na Adelina Isabela Konzen e na Dois Irmãos. Na Alfredo Scherer, foi vice-diretora.

Como diretora da Crescer, está desde outubro de 2015. São cinco anos, segundo ela, de desafios diários, de fazer a ‘ponte’ entre as demandas do ensino, com professores e alunos, e a parte administrativa. Muitas dessas questões são divididas com outros profissionais, em um grupo de WhatsApp dos diretores das escolas estaduais de Venâncio Aires, onde todos se ajudam.

Desafios

Um dos primeiros desafios de Susana à frente da Crescer foi a implementação do Tempo Integral, em 2016, em que todos os alunos matriculados entre 1º e 5º anos passaram a frequentar a escola de manhã e à tarde. “No início alguns pais relutaram, mas hoje somos procurados, justamente, por oferecer isso”, conta Susana. Dos 365 alunos da Crescer, são 136 no Tempo Integral.

A diretora destaca, ainda, a necessidade fazer da escola um ambiente agradável aos olhos. “A escola precisa de novidades, estar bonita, ter um ambiente bom. Por isso o cuidado com os cartazes, as frases pintadas, a decoração, tudo o que motiva quem frequenta o espaço.”

Adiamento

Em meio a esse ambiente caprichado, também há fitas zebradas, tapetes, demarcações e álcool gel. Os itens já são parte da ‘decoração’ da escola, que, como todas as outras, precisou se preparar para a nova realidade imposta pelo coronavírus.

“Os professores e funcionários têm trabalhado muito mais”, ressalta Susana. Mas a pandemia não mexeu apenas com as aulas e impactou a escola em um ano importante: os 25 anos da instituição. Com o tema ‘Semeando histórias’, toda a programação prevista para o aniversário precisou ser adiada. Um dos eventos é o baile de debutantes, para 15 alunas. “A organização foi feita a partir de parcerias e tudo foi doado, como os vestidos, o som, maquiagem, decoração e salão. Se tudo correr bem, em 2021 vamos comemorar nossas ‘bodas de prata’ com esse baile para as meninas”, projeta a diretora.

“Os alunos fazem falta, nós fazemos falta para eles. Espero que em 2021 possamos voltar e seguir com a transformação que a escola possibilita, de todos nos tornarmos pessoas melhores.”

SUSANA MARINESA DA ROSA – Diretora da Crescer

Um quadro e uma frase

No corredor que leva à sala da Diretoria, há um quadro com as fotos de todos os ex-diretores da Crescer: João Moacir Ferreira (1995), Solange Ehlers (1996 a 1999), Ana Luiza Madsen Lakus (1999 a 2009), Jaqueline Inês Chaves (2009), Mariela de Borba (2010 a 2015) e Susana Marinesa da Rosa (desde 2015). Mas o que chama atenção também é uma frase junto aos rostos dos professores: a competência do diretor é a ponte que permite a passagem entre o que se é e o que se propõe a ser. “Acho que resume bem nosso desafio”, considera Susana.

A atual equipe diretiva da Crescer é formada pela diretora Susana Marinesa da Rosa e pelos vices Claudete Arenhardt (manhã), Ananda Legramanti (tarde) e Cássio Reis (noite). Ao todo, são 45 pessoas entre professores e funcionários.

Cores e flores enfeitam os corredores (Foto: Débora Kist/Folha do Mate)

História

  • A Escola Estadual de Ensino Médio Crescer começa sua história em 1995, quando foi construído o complexo do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic).
  • O complexo compreendia uma escola no prédio principal (com o ginásio e seu conhecido telhado de ‘escorregador’), uma creche (atual Emei Algayer) e um posto de saúde.
  • Durante um período, a escola lá mantida era municipal e a transição para o Estado aconteceu em 2000, com a implementação do Ensino Médio e a efetivação do atual nome, Crescer.

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