Venâncio-airense está há nove dias parado no Chile por conta de nevasca

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Por conta da forte nevasca que atinge o Chile, muitos gaúchos estão ‘presos’ no país, sem conseguir retornar. Entre essas pessoas, está o venâncio-airense Luís Henrique Herdina, de 24 anos, motorista carreteiro internacional.

Atuando há três anos na profissão, ele está parado com o caminhão na cidade de Liucura, a cerca de 775 quilômetros da capital Santiago, desde a segunda-feira da semana passada, dia 4. Ele afirma que ainda não há como definir uma previsão de retorno, tendo em vista que as estradas precisam ser limpas por máquinas. “Tem uma chance mínima, mas muito mínima, para esta sexta ou sábado. Se não, só a partir da terça-feira que vem. O lado chileno faz constantemente a limpeza das estradas, mas o lado argentino não. Soube que em alguns lugares há mais de quatro metros de neve acumulado”, afirma. Herdina acrescenta que a média de temperatura é de 0º grau.

Sobre como está sendo esse período, o motorista comenta que dorme no próprio caminhão, com muitas roupas para poder passar a noite fria. “Deixo o caminhão ligado por uma hora, mais ou menos, para poder aquecer, mas durante a noite esfria. Por isso, eu preciso dormir com muitas roupas para conseguir aguentar”, explica.

Segundo o venâncio-airense, o local onde ele está tem mercados, restaurantes e banheiros para poder tomar banho. Contudo, ele relata que, por ser uma região turística, o custo de vida é maior. Por isso, quando há possibilidade, faz a própria comida. Além disso, destacou que a polícia local fez a entrega de alguns mantimentos básicos de higiene e para alimentação.

Passatempo

Como forma de passar o tempo, o caminhoneiro diz que no veículo há uma televisão e videogame, utilizados em dias que há muita nevasca. Quando há uma diminuição da neve, ele sai para dar uma caminhada e conversar com outros colegas da mesma empresa que também estão parados. “Assim vou seguindo. Uso o celular, assisto a séries, vou no restaurante com os outros colegas e faço alguns amigos também”, cita.

Em momentos mais extremos, termômetro chegou a marcar -16º graus. (Foto: Arquivo Pessoal)

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