A venâncio-airense Camila Morsch é uma das 11 brasileiras que participam do Grupo Nacional Assessor para a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e o Conesul.

A iniciativa foi criada para aproximar o trabalho da ONU Mulheres, antigo Unifem, com as diretrizes priorizados pela sociedade civil para agenda de gênero no país e, de um certo modo, na América Latina.

Camila conta que as participantes representam organizações da sociedade civil com um acúmulo nas questões de inclusão de mulheres. De acordo com ela, a iniciativa é um órgão importante da Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em New York, nos Estados Unidos. A ex- presidente do Chile, Michelle Bachelet, é a diretora executiva e sub secretaria geral da ONU. “Nesse sentido, tem alcance mundial, pois as estratégias dos países e das regiões terão de estar alinhados e influenciarão a agenda em Nova York. Nos encontraremos dentro e fora do Brasil”.

Observa que o grupo tem somente mulheres. No entanto, cita que cada vez mais, a presença de homens sensíveis às questões femininas se faz necessária. Ainda explica como o trabalho será realizado. Diz que ocorrerão quatro reuniões presenciais ao ano (uma a cada três meses) e outras virtuais. Os encontros ajudarão a definir a estratégia de atuação. A iniciativa trabalha com três linhas específicas de atuação.

“Eu pretendo pautar minha participação contribuindo para propor estratégias de inclusão no mercado de trabalho, mas não somente de forma numérica. A inclusão tem de levar em conta a participação de mulheres nos espaços e oportunidades de tomada de decisão. Portanto, as agendas sobre as quais me debruçarei são tanto de crescimento econômico das mulheres, quanto de crescimento político. Precisamos, antes de mais nada, esclarecer que, apesar dos avanços, ainda estamos muito longe da paridade”.

Para Camila, participar da ONU Mulheres é uma honra, um desafio e uma oportunidade de aplicar o que estuda e debate com acadêmicos e membros da sociedade civil desde 2004. “Mesmo tendo uma certa bagagem, fiquei surpresa com o resultado do processo seletivo, ainda mais pelo fato de que o Grupo Assessor é bastante sênior e formado por várias mulheres líderes do movimento, com as quais já havia trabalhado e aprendido muito”.

DEMAIS PROJETOS

 

Camila também participou de outros projetos internacionais. No mês de junho, por meio do Instituto Ethos, onde trabalha, acompanhou o processo de redação do texto final do documento chamado ‘O Futuro que Queremos’. Outro projeto multinacional que ajudou a construir foi o ‘Global Affirmative Action Praxis Project ‘que se deu no âmbito da sociedade civil.

Ela é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) com mestrado em ciência politica e LLM em direito internacional comparado (UCLA, Los Angeles). Concluiu, recentemente, o doutoramento, e recebeu o diploma de PhD em direito (University of Canterbury). Trabalha como assessora executiva da presidência do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, em São Paulo.