Cadeia produtiva quer mostrar importância econômica e social da erva-mate para as famílias produtoras. (Foto; Álvaro Pegoraro/Folha do Mate).

“Quanto mais divulgarmos nossa erva-mate, melhor será para aqueles que a produzem”. A afirmação é do presidente da Associação dos Produtores de Erva-Mate do Polo dos Vales (Aspemva) Cleomar Konzen, ao comentar a aprovação do Projeto de Lei 81/2017, que inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado, a Festa da Colheita da Erva-Mate, que ocorre de forma itinerante nos polos regionais ervateiros de Planalto e Missões, Alto Uruguai, Nordeste Gaúcho, Alto Taquari e Vale do Taquari.

Conforme o projeto, a festa ocorre normalmente entre os meses de maio e setembro. Durante o seminário do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate) realizado ontem, em Ilópolis, foi definido o calendário do evento, com a primeira edição em 2020, no município de Ilópolis, do Polo Ervateiro do Alto\Taquari; em 2021, o evento ocorrerá em Venâncio Aires, do Polo Ervateiro dos Vales; em 2022, em Novo Barreiro, do Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho; em 2023, em Erechim, do Polo Ervateiro do Planalto e Missões; e, em 2024, em Machadinho, do Polo Ervateiro do Alto Uruguai. Cada município define a data da realização do seu evento e, segundo Konzen, no caso da 16ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) ocorrer em 2021, a Festa da Colheita poderá ser uma das atrações.

Ele fala também que a Festa da Colheita da Erva-Mate será mais uma oportunidade para o Polo Ervateiro dos Vales poder mostrar suas potencialidades. Konzen também saúda a importância dos produtores de Venâncio Aires manterem a Aspemva em atividade.

“Mesmo não sendo tão expressiva a produção de erva-mate no município e na região, temos os mesmos direitos dos outros polos ervateiros do estado”.

CLEOMAR KONZEN

Presidente da Aspemva

PROGRAMA

Segundo o extensionista rural do escritório local, Alex Gregory, a cadeia produtiva da erva-mate foi e é de muita importância, tanto econômica quanto social na região Sul do país. Ele acentua que entidades ligadas ao setor trabalham continuamente para apoiar o fortalecimento da cadeia e a disseminação do hábito do chimarrão e, também, dos subprodutos gerados pela cultura, como o tererê e chás, por exemplo. “Um dos eixos em que se tem investido forte em relação ao setor é a divulgação, expondo os benefícios de um bom chimarrão ou de um chá ingerindo o devido valor que cabe a essa cultura”, frisa.

Para Gregory, o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa vem ao encontro com este ponto, expandindo em nível estadual, a importância da cadeia da erva-mate destacando a nobreza dessa atividade. Para o técnico, a maior visibilidade da cultura associa-se ao trabalho realizado a campo pela Emater/RS-Ascar, através do Programa Estadual de Qualificação e Valorização da Erva-Mate, e qualifica as ações de assistência técnica junto ao produtor, como forma de fortalecimento e permanência da cultura nas propriedades.

PROJETO

O projeto é de autoria do deputado Elton Weber (PSB) e foi aprovado por unanimidade pelos deputados durante sessão da Assembleia Legislativa realizada na terça-feira, 16, o referido projeto ainda tem a assinatura do deputado estadual Vilmar Zanchin, do deputado federal Ronaldo Santini e dos ex-deputados Juliano Roso e Missionário Volnei.

Presidente da Frente Parlamentar da Erva-Mate no Estado, o deputado Elton Weber, disse que a aprovação do projeto com apoio de todos os deputados presentes em Plenário, demonstra o reconhecimento do parlamento a esta atividade que movimenta a economia do Rio Grade do Sul.

“Esperamos com o nosso projeto colaborar para a expansão da visibilidade da produção, do trabalho de agricultores, técnicos, pesquisadores e empresários”.

ELTON WEBER

Deputado estadual

Dados da erva-mate

Atualmente, 35 países compram erva-mate do Brasil, atividade que envolve 100 mil famílias. No estado, aonde são produzidos cerca de 120 mil toneladas ao ano, cerca de 300 indústrias estão em atividade e a taxa de crescimento varia de 2% a 3%, segundo dados setoriais.

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